29 de novembro de 2013
por esmael
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Beto Richa: “Eduardo Campos é o melhor gestor do país”

A primeira facada nas costas do senador mineiro Aécio Neves veio nada mais nada menos de onde mais se esperava (sic): do próprio ninho.

O tucano Beto Richa, governador do Paraná, em evento promovido pela Faep (Federação de Agricultura do Paraná), hoje (29), diante de 2 mil agricultores, afirmou que o colega pernambucano Eduardo Campos (PSB), candidato à  presidência da República, “é o melhor gestor do país”.

Não é o primeiro flerte entre Richa e Campos. O namorico vem sendo intermediado pelo ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), pupilo do governador paranaense, e pelo presidente do PSB no Paraná, Severino Araújo, amigo do falecido ex-governador Miguel Arraes — avô do pernambucano presidenciável.

Com dificuldades em alçar voo e com desempenho sofrível nas pesquisas, Aécio tem sido tratado no PSDB como “corno” — o último a ficar sabendo quando traído. Note que tomo emprestada a expressão “corno” do próprio tucano que a utilizou para descartar a ideia de palanques duplos nos estados com o Campos (clique aqui para relembrar).

Em sua visita ao Paraná, nesta sexta, Campos prometeu apoio do PSB à  reeleição de Richa. Em contrapartida, é óbvio, Richa dará uma força para Campos. Nessa jogada, Aécio fica literalmente na mão, ou seja, vai sendo “cristianizado” pelo próprio PSDB.

Para quem não sabe ou não se lembra, “cristianização” em política é sinônimo de abandono. A expressão remete à  eleição presidencial de 1950, quando o também mineiro Cristiano Machado (1893-1953) lançou sua candidatura à  presidente da República pelo PSD !“ Partido Social Democrático !“ maior legenda da época.

Entretanto, a proximidade da vitória de Getúlio Vargas ( que concorria pelo velho PTB) fez com que o PSD em peso abandonasse Machado em apoio a Vargas. Portanto, quando se diz em política que alguém está sendo cristianizado, isso significa que esse candidato está sendo deixado pelos próprios companheiros.