10 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Movimento ‘Vítimas do HSBC’ expõe a violência e o assédio moral contra trabalhadores de bancos

interno2bO Banco HSBC está se retirando do país após figurar em denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro. Há uma semana foi anunciada a venda de toda a estrutura do HSBC no Brasil ao Banco Bradesco. Mas a história da presença do banco inglês no Brasil, que já começou nebulosa nos anos 90, quando o Bamerindus foi vendido por R$ 1 (um real) no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ainda está longe de terminar.

Foi lançado neste domingo (9) o movimento “Vítima do HSBC” que tem por objetivo expor a humilhação, assédio moral, terrorismo psicológico e ameaças de demissão praticadas contra os funcionários do banco como prática de gestão para alcance e superação de metas.

Segundo o movimento, essas práticas estão levando milhares de pessoas à depressão, doenças, fadiga, stress, frustração e até suicídio.

Os dados que embasam o movimento foram coletados através de pesquisa entre os bancários demitidos, e os que desenvolveram doenças físicas ou psíquicas em função do trabalho. Os arquivos de 4 mil trabalhadores e mais de mil e quinhentas ações trabalhistas foram analisadas, além de informações da Previdência e do Ministério de Saúde.

No site e na página Vítimas do HSBC no Facebook estão sendo publicados vídeos com depoimentos das vítimas do banco. As histórias são surpreendentes.

O movimento é uma iniciativa do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – Declatra, que se intitula uma instituição de pesquisas, debate, ação política e desenvolvimento de atividades acadêmicas e culturais e tem entre seus membros tem, os advogados Wilson Ramos Filho (Xixo) e Mirian Gonçalves (PT), vice-prefeita de Curitiba.

Confira o vídeo que apresenta o “Vítimas do HSBC”:  Leia mais

1 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Bancada federal pede intervenção do Banco Central no caso HSBC

hsbc_bacenA bancada federal paranaense se reuniu na manhã desta quarta-feira (1), em Brasília, com o presidente do Banco Central (BACEN), Alexandre Tombini, com o objetivo de discutir a saída do HSBC do Brasil.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT), a vice-prefeita de Curitiba Mirian Gonçalves (PT) e o deputado João Arruda (PMDB) acompanharam uma comitiva de sindicalistas do setor bancário no encontro.

O grupo pediu ao BACEN acompanhamento de perto sobre a transferência dos ativos do banco HSBC para outra instituição privada, antes de deixar o país. Bradesco e Santander seriam as mais interessadas na transação comercial.

“A preocupação é com a manutenção de empregos no país”, disse Gleisi ao Blog do Esmael. Segundo ela, o HSBC deve fazer compensações e o futuro dono, se o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovar a venda do banco, tem que manter as estruturas administrativas no Paraná.

O CADE ainda analisará se não haverá concentração do setor bancário e o BACEN acompanhará os impactos social e econômico da saída do HSBC do Brasil, pois representará risco de demissão de 21.479 funcionários. 11 mil só no Paraná, com grande concentração em Curitiba, cerca de 7 mil. Leia mais

29 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: HSBC tem muito a explicar antes de deixar o país

gleisi_HSBCGleisi Hoffmann*

O Brasil é a sexta economia do mundo. Um banco que se estabeleceu aqui há 18 anos, incentivado com recursos de um Programa de Reestruturação Financeira disponibilizado pelo país, fez mais de U$ 15 bilhões de lucros, não pode deixar o Brasil com a desculpa de reestruturação administrativa, coincidentemente quando se torna público um escândalo internacional de que patrocinava fuga de capitais com finalidade de sonegação tributária, inclusive deste país que o acolheu.

O banco chegou ao Brasil em 1997. O Bamerindus, um banco paranaense que, com dificuldades, foi socorrido pelo PROER, programa do Banco Central na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi saneado e entregue ao HSBC.

A transferência dos ativos que agora o banco quer fazer precisa ser acompanhada de perto pelo governo federal. É por isso que durante a semana, junto com várias lideranças paranaenses ligadas ao comércio e serviços de nosso Estado, representantes sindicais dos bancários, bancada federal do Paraná e de nossa vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, nos reuniremos com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o presidente do CADE, Vinicius de Carvalho, o presidente do Senado, senador Renan Calheiros e o presidente da CPI do HSBC, senador Paulo Rocha. Queremos deixar todos esclarecidos do impacto dessa decisão na vida dos paranaenses e solicitar o empenho das autoridades brasileiras para impedir que essa situação se concretize sem nenhuma compensação por parte do banco. Leia mais

16 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Velha mídia esconde “Fora Beto” e maior escândalo da história financeira mundial, diz colunista da Folha

folha_hsbc_richa.jpgNão é o Blog do Esmael, crítico atroz do laissez-faire, quem registra a “desatenção” da velha mídia nacional com o caso HSBC na Suíça, banco que ajudou milionários a ocultar bilhões de dólares, inclusive muitos brasileiros, e esconder! uma “revolução” em curso que sacode o governo Beto Richa (PSDB) no Paraná. à‰ o jornalista Ricardo Melo, colunista do jornal Folha de S. Paulo, quem alerta para essas lacunas! no artigo “HSBC e Beto Richa”.

Cerca de 9 mil brasileiros estão entre os 100 mil correntistas do mundo todo envolvidos na maracutaia do HSBC, que movimentam US$ 100 bilhões ou R$ 300 bilhões em moeda nacional.

A velha mídia nacional que se diz “investigativa” não quer enfiar a mão na cumbuca do HSBC porque, certamente, ela própria ou seus sócios estejam mergulhados na lama. “Esquisito”, registra o colunista da Folha, ao comentar o sumiço do assunto da pauta.

Ricardo Melo também anota na Folha, edição deste domingo (16), que houve uma “revolução” no Paraná capitaneada por servidores públicos, trabalhadores e estudantes que obrigaram o governador reeleito Beto Richa, do PSDB, a recuar no chamado “pacote de maldades” enviado à  Assembleia Legislativa.

“Entre outros disparates, o tucano propunha confiscar a previdência dos servidores para tapar rombos da antiga administração –dirigida por ele mesmo!”, ironizou o colunista, que estranha o fato de deputados chegarem de camburão na sessão que não conseguiu votar o pacote. “Notícia daquelas, de repercussão nacional, exceto na mídia de fora da região.”

“Foi na capital do Paraná. Mesmo Estado onde fica a Londrina do juiz Sérgio Moro, sede do antigo Bamerindus vendido a preço simbólico ao HSBC e do Banestado (Banco do Estado do Paraná), pivô da CPI que durante os anos 90 catapultou o doleiro Alberto Yousseff para manchetes. Mera coincidência, talvez”, finaliza o atento colunista da Folha.

A seguir, leia a íntegra do artigo publicado na Folha de S. Paulo: Leia mais

1 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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José Eduardo de Andrade Vieira, o Zé do Chapéu!, morre aos 76 anos

andv.jpgMorreu na manhã deste domingo (1!º), aos 76 anos, o empresário, ex-ministro e ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira; o Zé do Chapéu! como era conhecido. Ele estava internado no! o Hospital Evangélico e faleceu por volta das 6 horas em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

A vida de José Eduardo foi marcada por momentos significativos tanto na área política como na econômica. O empresário presidiu o Banco Bamerindus entre os anos de 1981 e 1997, quando a instituição foi vendida ao HSBC. Em 1992, ele entrou como sócio da Folha de Londrina, e em 1999 assumiu a superintendência do jornal.

Ele também foi um dos primeiros senadores eleitos após a redemocratização do Brasil e ocupou funções importantes nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990. Leia mais

10 de junho de 2014
por Esmael Morais
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Ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira tem casa invadida e é assaltado

via NP Diário

A residência do ex-senador, ex-ministro e ex-banqueiro José Eduardo! de Andrade Vieira, foi invadida por três marginais armados de revólveres na manhã desta segunda-feira, dia nove, em Carlópolis. Ele ficou rendido por cerca de uma hora e meia.

Zé do Chapéu, como é conhecido, havia saído e retornou em torno das oito horas com os assaltantes já dentro da casa. A empregada doméstica estava dominada.

Embora não tenha sofrido agressão física, os invasores pressionaram o empresário para entregar ouro e dinheiro em espécie e chegaram a jogar álcool em seu corpo para atear fogo, mas não concretizaram a ameaça.

Outros três funcionários que chegaram durante o assalto ficaram trancados dentro de um quarto.

Fugiram na caminhonete de Vieira levando R$ 780, um notebook, bebidas alcoólicas, entre outros.

José Eduardo de Andrade Vieira foi um dos homens mais poderosos do Brasil, tendo sido o último presidente do Bamerindus, fundado por seu pai, antes da incorporação pelo HSBC.

Foi senador pelo Paraná, ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo entre outubro de 1992 a dezembro de 1993 e cumulativamente ministro da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária de setembro de 1993 a outubro de 1993. Voltou a ser ministro da Agricultura, de janeiro de 1995 a maio de 1996.

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