Coronavírus deixa prefeito de Curitiba entre a cruz e a espada

Artigo: População de rua diz não ao ‘camburão social’ em Curitiba

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O blogueiro e militante social Milton Alves opina sobre polêmica em torno da população em situação de rua em Curitiba. O assunto causou um forte debate nos últimos dias, ocupando espaços na velha mídia convencional e nas redes sociais. A demanda foi provocada por entidades empresariais que pressionam o poder público para adoção de medidas imediatas e de força contra a população sem teto. Qual seria o caminho mais adequado para enfrentar o gravíssimo problema social? Leia, comente e compartilhe.

Milton Alves*

Nos últimos dias um polarizado debate sobre como lidar com o grave problema social dos moradores de rua, ou população em situação de rua, mobilizou segmentos empresariais, o poder público, entidades de assistência social e defensores dos direitos humanos.

Curitiba, como toda grande metrópole do país e do mundo, tem um contingente expressivo de pessoas em situação de rua. Segundo projeção do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR), há de quatro a cinco mil pessoas que vivem nas ruas da capital paranaense. A Fundação de Assistência Social (FAS) não tem uma estimativa sobre o número de pessoas nessa condição.

Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: Os moradores de rua de Curitiba e o “constrangimento” da classe média

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Em sua coluna desta segunda-feira (8), o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) fala da situação dos moradores de rua de Curitiba e do “constrangimento” que essa realidade provoca. Romanelli cita as manifestações da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e da Associação Comercial do Paraná (ACP) sobre o problema, que pedem uma solução no sentido da “limpeza” da cidade. O deputado fala também da tímida atuação da Prefeitura através da Fundação de Ação Social (FAS). Leia, ouça, comente e compartilhe.

Luiz Cláudio Romanelli*

A liberal Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) e a conservadora Associação Comercial do Paraná (ACP), quem diria, uniram forças para  “exigir providências” contra os moradores de rua de Curitiba.

A Abrabar, via Facebook, foi radical: pediu a remoção à força dos moradores de rua. Suspeito que o autor do texto estivesse alguns graus etílicos acima do tolerável. A ACP também  resolveu se manifestar. Mais comedida, a entidade reclamou que  o grande número de moradores de rua em Curitiba causa constrangimento social e  problemas de higiene e pediu providências ao poder público.

As duas entidades verbalizaram o que pensa parte da elite curitibana: a saída para os moradores de rua é se livrar deles, ainda que à força, ou escondê-los para evitar o tal “constrangimento social”.

Mais do que depressa, a presidente da Fundação de Ação Social marcou uma reunião com as entidades para falar sobre as políticas públicas para o atendimento da população em situação de rua. Revelou que a Prefeitura de Curitiba  aumentou  de 615 para 1115 as vagas de acolhimento e pagou 8.670 passagens para que moradores de rua voltassem a suas cidades de origem e garantiu que a Prefeitura vai instalar um guarda-volumes próximo ao terminal Guadalupe, para armazenagem de utensílios de uso pessoal dos moradores de rua. Outra medida:  o cadastro de moradores de rua para uso de banheiros da Urbs em vários locais do Centro.

Como diz a sabedoria popular: seria cômico, não fosse trágico.

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