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A nova pesquisa RealTime Big Data, divulgada nesta terça-feira (18), comprime a disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado e coloca cinco candidatos dentro de uma faixa de apenas seis pontos percentuais. Deltan Dallagnol (Novo) aparece com 19%, Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL) têm 17% cada, Gleisi Hoffmann (PT) marca 15% e Cristina Graeml (PSD) chega a 13%.
O levantamento foi realizado entre 13 e 17 de agosto com 1.600 eleitores do Paraná, por meio de abordagens telefônicas e digitais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-09262/2026.
A fotografia da RealTime transforma a eleição para o Senado numa corrida de cinco nomes. Entre Deltan, líder com 19%, e Cristina, quinta colocada com 13%, a diferença é de seis pontos.
A faixa intermediária é ainda mais apertada. Curi e Filipe aparecem empatados em 17%, enquanto Gleisi está dois pontos atrás. Cristina fica quatro pontos abaixo dos dois candidatos empatados na segunda posição.
O dado ganha peso porque o Paraná elegerá dois senadores em 4 de outubro. Portanto, a pesquisa não pode ser lida como uma disputa convencional de primeiro lugar: os eleitores poderão escolher dois nomes, e a composição dos votos será determinante para as duas cadeiras.
Cinco nomes no mesmo bloco
O resultado da RealTime apresenta a seguinte fotografia:
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Deltan Dallagnol (Novo) | 19% |
| Alexandre Curi (Republicanos) | 17% |
| Filipe Barros (PL) | 17% |
| Gleisi Hoffmann (PT) | 15% |
| Cristina Graeml (PSD) | 13% |
| Dr. Rosinha (PT) | 5% |
Também aparecem Joaquim do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MLB), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO), além dos eleitores que declararam voto branco ou nulo e dos que não souberam ou não responderam.
O aspecto novo da pesquisa é a presença de Cristina Graeml no mesmo bloco competitivo dos quatro nomes que aparecem à frente. Com 13%, ela não está distante do pelotão: são dois pontos para Gleisi, quatro para Curi e Filipe e seis para Deltan.
Isso não significa que os cinco estejam tecnicamente empatados. A margem de erro de dois pontos precisa ser considerada e, principalmente, o levantamento mede intenções de voto em determinado momento da campanha. O dado objetivo é que os cinco aparecem concentrados numa faixa estreita.
A segunda pesquisa muda a matemática
A pesquisa RealTime chega depois do levantamento do Paraná Pesquisas divulgado na segunda-feira, 17 de agosto, que apresentou uma fotografia diferente da corrida.
Na pesquisa do Paraná Pesquisas, Deltan apareceu com 34%, Alexandre Curi com 29,6%, Gleisi Hoffmann com 28,1%, Filipe Barros com 26% e Cristina Graeml com 17,2%. O levantamento ouviu 1.520 eleitores e está registrado no TSE sob o número PR-09048/2026.
A comparação entre os dois institutos não permite afirmar que determinado candidato subiu ou caiu exatamente na proporção da diferença entre os percentuais. São pesquisas diferentes, realizadas por institutos diferentes e com metodologias próprias.
Mas a combinação dos dois levantamentos produz um fato político relevante: a corrida pelo Senado está sendo desenhada por um grupo amplo de candidatos com presença nas pesquisas, sem que a disputa pelas duas cadeiras esteja definida.
No Paraná Pesquisas, os cinco também aparecem entre os cinco primeiros. Na RealTime, a distância entre o primeiro e o quinto cai para seis pontos.
A diferença é particularmente importante para Curi e Filipe. Os dois aparecem exatamente com 17% na RealTime, enquanto o Paraná Pesquisas colocou Curi à frente, com 29,6%, e Filipe com 26%.
A RealTime, portanto, acrescenta uma informação que não estava tão evidente na fotografia anterior: o empate entre os dois candidatos da direita na faixa dos 17%.
Cristina entra no bloco competitivo
Cristina Graeml é outro ponto de atenção da nova pesquisa.
A candidata do PSD aparece com 13%, apenas dois pontos atrás de Gleisi Hoffmann. Na pesquisa do Paraná Pesquisas, Cristina havia registrado 17,2%, também ocupando a quinta posição entre os nomes mais citados.
A presença reiterada de Cristina entre os cinco primeiros impede que a disputa seja tratada apenas como um confronto entre Deltan, Curi, Filipe e Gleisi.
O dado também altera a leitura da segunda vaga. Com cinco candidatos próximos na RealTime, a definição dos dois eleitos passa a depender não apenas do desempenho individual de cada nome, mas também da combinação dos dois votos de cada eleitor.
Esse mecanismo torna a eleição para o Senado diferente da disputa pelo governo. Um eleitor pode escolher candidatos de partidos e grupos políticos diferentes para as duas cadeiras.
Deltan lidera, mas não abre vantagem larga
Deltan Dallagnol lidera a RealTime com 19%, mas a vantagem sobre os concorrentes imediatos é pequena.
Curi e Filipe estão a dois pontos. Gleisi aparece quatro pontos atrás e Cristina seis pontos abaixo do primeiro colocado.
O resultado também precisa ser lido à luz da margem de erro de dois pontos. Em termos estatísticos, diferenças pequenas entre candidatos não devem ser tratadas como uma ordem rígida de força eleitoral.
A pesquisa mostra, antes de tudo, concentração.
A fotografia é de uma eleição em que cinco candidaturas estão próximas o suficiente para que a campanha, a exposição dos candidatos e a transferência de votos entre grupos possam alterar a composição do bloco competitivo.
A disputa deixou de ser uma corrida de quatro
O novo levantamento permite uma mudança de foco na cobertura eleitoral.
Até aqui, a discussão sobre o Senado vinha concentrada nos quatro nomes que apareciam com maior frequência nas pesquisas: Deltan, Curi, Filipe e Gleisi.
A RealTime acrescenta Cristina ao centro da disputa.
Com 13%, ela está mais próxima da quarta colocada do que do grupo de candidatos que aparece abaixo dos cinco primeiros. Dr. Rosinha, por exemplo, registra 5%, oito pontos atrás de Cristina.
Isso cria uma divisão clara na fotografia do levantamento: cinco candidatos formam o bloco da frente, enquanto os demais aparecem em patamar inferior.
Não é uma previsão de resultado. É uma fotografia eleitoral que reforça a disputa pela segunda vaga e amplia o número de candidaturas que precisam ser consideradas na matemática da eleição.
O que as duas pesquisas dizem juntas
A pesquisa Paraná Pesquisas e a RealTime não devem ser somadas nem tratadas como uma série estatística única. Os institutos utilizaram levantamentos diferentes, em períodos e condições distintas.
O ponto de convergência é outro: os mesmos cinco nomes aparecem no grupo principal da corrida.
Na Paraná Pesquisas, Deltan lidera com 34%, seguido por Curi, Gleisi, Filipe e Cristina. Na RealTime, Deltan tem 19%, Curi e Filipe empatam com 17%, Gleisi marca 15% e Cristina chega a 13%.
A diferença entre as fotografias mostra também por que uma eleição para duas vagas não pode ser analisada apenas pelo candidato que aparece em primeiro.
A questão central passa a ser quem consegue formar uma dupla competitiva.
É nessa matemática que a campanha para o Senado do Paraná entra em nova fase: cinco nomes estão separados por apenas seis pontos na RealTime, enquanto duas cadeiras estarão em disputa.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




