Blog do Esmael, direto de Brasília – Lula tem 44% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele, contra 39% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo a Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13); a rejeição alta dos dois mostra uma disputa apertada, mas o senador ainda não alcança o mesmo teto de voto do presidente.
A diferença de cinco pontos no potencial de voto é o dado que separa a rejeição do tamanho real de cada candidatura. Lula é rejeitado por 53% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 54%. Na superfície, os dois enfrentam resistência parecida. No miolo da pesquisa, o presidente conserva vantagem no eleitor que declara voto possível.
A Quaest mediu três respostas para cada nome: conhece e votaria, conhece e não votaria, ou não conhece. Esse recorte importa porque a rejeição mede barreira; o potencial mede espaço de crescimento. Lula tem menos desconhecimento, 3%, e Flávio Bolsonaro ainda tem 7% de eleitores que dizem não conhecê-lo.
O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio, por entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.
No primeiro turno estimulado, Lula aparece com 39%, Flávio Bolsonaro marca 33%, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Renan Santos (Missão) soma 2%. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Hertz Dias (PSTU) e Aldo Rebelo (DC) registram 0%.
O segundo turno reforça o quadro de disputa travada. Lula tem 42% contra 41% de Flávio Bolsonaro, empate dentro da margem de erro. Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar somam 14%, enquanto indecisos são 3%. O empate técnico mostra competitividade; o recorte de potencial mostra que a largada dos dois não é idêntica.
Para Flávio Bolsonaro, o problema político é que a rejeição de Lula não se converte automaticamente em voto nele. O senador herda parte do eleitorado bolsonarista, aparece competitivo no confronto direto e reduz a distância no segundo turno, mas ainda fica abaixo do presidente quando a pergunta é se o eleitor conhece e votaria.
Para Lula, o dado positivo é a manutenção de um núcleo de voto possível maior que o de Flávio Bolsonaro. O dado negativo é a rejeição de 53%, patamar alto para um presidente que tenta sustentar a reeleição em um ambiente polarizado e com pouco eleitor disponível para troca simples de campo.
A pesquisa também mostra que nomes alternativos da direita ainda não ocuparam o espaço de Flávio Bolsonaro. Zema tem 21% de “conhece e votaria”, Caiado tem 19%, Renan Santos tem 6%, Daciolo tem 7%, Augusto Cury tem 6% e Aldo Rebelo tem 4%. A soma política desse quadro favorece a concentração da disputa entre Lula e o senador do PL.
O ponto central para 2026 é que rejeição alta não significa teto igual. Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam resistência semelhante, mas o presidente ainda tem cinco pontos a mais no eleitorado que declara voto possível.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




