O PT foi o partido que mais cresceu no Brasil no ciclo mais recente de filiações, consolidando-se como a legenda com melhor desempenho entre todas as siglas. Dados da Justiça Eleitoral mostram que, do início de 2025 até dezembro passado, o Partido dos Trabalhadores somou 24,6 mil novos filiados e alcançou 1,67 milhão de inscritos, mantendo a posição de maior partido de esquerda da América Latina.
O movimento ocorre na contramão do sistema partidário. Quase todas as legendas perderam quadros no período. O Partido Liberal, do presidente Jair Bolsonaro, encolheu e registrou a saída líquida de 4.974 filiados, segundo os mesmos dados oficiais.
A leitura interna do PT associa o resultado à presença territorial e à defesa da democracia. Para Éden Valadares, secretário de Comunicação da sigla, o crescimento “é fruto de trabalho permanente de presença nos territórios, da defesa da democracia e de um compromisso histórico com quem mais precisa, as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros”.
O dirigente também aponta confiança no projeto político petista e na agenda social como motores das novas adesões. “Justiça social não é discurso, é prática política para nós”, afirmou, ao destacar o alinhamento com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a defesa de crescimento com redução de desigualdades.
Os números reforçam um cenário de recomposição do campo progressista às vésperas do ciclo eleitoral. Enquanto a extrema direita perde fôlego organizativo, o PT amplia base, capilaridade e capacidade de mobilização, sustentando-se em filiação ativa e organização de base.
O recado político é direto. Partido que mantém presença, pauta social e coerência programática cresce. Partido que se afasta da realidade das pessoas, encolhe.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




