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TSE ferve com pesquisas para presidente, Ceará vira foco

Os registros de pesquisas para presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) engrossaram de vez nesta reta de março e mostram que a eleição de 2026 já deixou de ser apenas conversa de bastidor. No recorte enviado ao Blog do Esmael, aparecem 10 levantamentos nacionais protocolados entre segunda-feira (17) e quinta-feira (19), com a entrada de institutos de perfis diferentes e dois pesos-pesados do setor, Datafolha e AtlasIntel, puxando a atenção.

Pesquisa registrada ainda não é resultado divulgado, mas já diz muito sobre o momento político. Ela revela quem quer medir o humor do eleitor, quais cenários estão sendo testados e onde os estrategistas enxergam risco, oportunidade ou disputa em aberto. Em bom português, o mercado eleitoral já está em campo.

Na lista nacional informada ao Blog do Esmael aparecem GERP, Real Time Big Data, IPEC, Data Control, Qualitta, AtlasIntel, Datafolha e Instituto Paraná de Pesquisas. A sequência de protocolos indica uma corrida simultânea por fotografia nacional, comparação de nomes e montagem de cenários para o primeiro e o segundo turno.

A AtlasIntel, por exemplo, registrou a pesquisa BR-04227/2026 na terça-feira (18), com divulgação prevista para terça-feira (24), 5 mil entrevistados, recursos próprios, coleta web e margem de erro de 1 ponto percentual, segundo os dados informados no cadastro encaminhado ao Blog. No questionário, o instituto testa vários cenários presidenciais com Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Ratinho Jr., Eduardo Leite, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Fernando Haddad, além de blocos de segundo turno e perguntas sobre aprovação de governo, economia e confiança institucional.

O Datafolha também já entrou no circuito presidencial. No questionário enviado ao Blog do Esmael, o instituto mede voto espontâneo, cartões de primeiro turno e uma bateria de confrontos diretos. Entre os cenários testados estão Lula contra Flávio Bolsonaro, Ratinho Junior, Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Tarcísio de Freitas, além de simulações com Fernando Haddad em segundo turno. O material também cruza a disputa eleitoral com avaliação do governo, percepção econômica, imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) e até jornada de trabalho.

O que mais salta aos olhos, porém, não está só no bloco nacional. O Ceará aparece no painel enviado ao Blog do Esmael como uma praça particularmente quente para registros de pesquisa. Há ao menos quatro protocolos estaduais em sequência, envolvendo IPEC/IPA, ANZA, Verita e Datafolha. Não é detalhe burocrático. É sinal político.

Quando um estado passa a concentrar tantos registros em curto intervalo, a tendência é que ele tenha virado laboratório preferencial para testar humor do eleitor, força de palanques, transferência de voto e temperatura regional da polarização. No caso cearense, isso ganha peso extra porque o Nordeste segue sendo área estratégica na disputa presidencial.

Embora a filiação do senador Sergio Moro ao PL e a volta do ex-prefeito Rafael Greca ao MDB tenham agitado os bastidores, os institutos ainda tratam o Paraná com visível cautela na hora de medir a febre do eleitorado. Moro é um antigo desafeto do bolsonarismo, e Greca abriu a temporada de debandadas no grupo político do governador Ratinho Júnior (PSD).

Também chama atenção a diversidade dos métodos e dos recortes. Há instituto tradicional de rua, há levantamento digital, há operação com recursos próprios e há contratantes distintos tentando capturar um mesmo fenômeno: quem chega mais inteiro ao início formal da campanha e quais nomes conseguem sair do cercadinho para disputar o centro do eleitorado.

No fundo, a enxurrada de registros no TSE conta uma história simples. A eleição presidencial já começou antes da propaganda, antes da convenção e antes do horário eleitoral. Começou na guerra pelos números, pela narrativa e pela ocupação do imaginário do eleitor. Quando Datafolha e AtlasIntel entram em campo e o Ceará aparece tomado por protocolos no sistema, é porque a disputa deixou de sussurrar no ouvido dos caciques e começou a bater à porta das ruas. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

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