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Palmeiras vence Al Ahly e renasce no Mundial 2025

A virada tática de Abel Ferreira no intervalo salvou o Palmeiras no Mundial de Clubes 2025. Após um primeiro tempo travado e sem brilho, o técnico português mexeu no time e colheu frutos imediatos: vitória por 2 a 0 sobre o Al Ahly, nesta quinta-feira (19), em Nova York, que recoloca o Verdão na rota das oitavas de final.

A equipe egípcia dominou os minutos iniciais e testou a defesa brasileira com cruzamentos e velocidade pelos lados. Ainda assim, a melhor chance do primeiro tempo veio dos pés do jovem Estêvão, que arrancou 60 metros com a bola colada no pé esquerdo e quase marcou um golaço.

O momento de tensão viria logo depois, com Raphael Veiga expulso inicialmente por entrada em Zizo — mas o VAR salvou o Palmeiras ao transformar o cartão vermelho em amarelo. A arbitragem, comandada por Anthony Taylor, acalmou o jogo, mas a instabilidade do Verdão pedia ação urgente.

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Foi então que Abel promoveu duas mudanças certeiras: Flaco López e Maurício, que participaram diretamente dos dois gols. No primeiro, uma cobrança de falta desviada contra por Abou Ali abriu o placar. No segundo, Maurício achou um passe preciso para López fechar o jogo com frieza. O Palmeiras, que ainda viu a partida ser interrompida por tempestade, administrou a vantagem até o fim.

Com o resultado, o time paulista vai a quatro pontos e empata com o Inter Miami na liderança do Grupo A. O Al Ahly, com apenas um ponto, se complica.

Mais do que uma vitória, o jogo marca a afirmação de uma geração: Estêvão, de saída para o Chelsea, brilhou de novo e foi eleito o melhor em campo. Já Flaco López chegou ao 11º gol na temporada — dividindo a artilharia com o garoto-prodígio.

O próximo desafio do Palmeiras será contra o Inter Miami, valendo vaga direta nas oitavas.

Estevão rumo ao Chelsea

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Estevão, de apenas 18 anos, foi a sensação no jogo. Foto; Fifa

Enquanto muitos veem o futebol como um ofício ou profissão, Estevão o encara como uma brincadeira levada a sério. Aos 18 anos, o jovem camisa 41 do Palmeiras transformou o campo em seu “parque de diversões”, como ele mesmo descreve, misturando alegria, ousadia e responsabilidade em doses quase improváveis para alguém tão jovem — e já tão cobiçado.

Filho de um pastor evangélico, com raízes profundas na fé e no trabalho duro, Estevão carrega a leveza do drible e a seriedade de quem sabe o peso que sua camisa tem. Prestes a ser apresentado no Chelsea após o Mundial de Clubes da FIFA 2025, ele não apenas encanta com seus gols e assistências — 13 tentos e 9 passes decisivos só em 2024 — mas emociona com declarações simples e potentes, como quando diz que “ajudar meu time e entreter quem assiste andam juntos”.

Ele não joga para ser ídolo, mas para ser feliz. E talvez seja por isso que, como Neymar notou ao lhe mandar uma mensagem após um pênalti perdido, o Brasil inteiro já o tenha adotado como promessa e esperança.