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O navio-escola Cuauhtémoc, da Marinha do México, colidiu na noite de sábado (17) com a base da ponte do Brooklyn, em Nova York, deixando um saldo trágico de dois mortos e 19 feridos. A embarcação, um majestoso veleiro de instrução com três mastros de 45 metros, perdeu força durante uma manobra no porto e acabou atingindo a estrutura da ponte.
Segundo o prefeito de Nova York, Eric Adams, 277 pessoas estavam a bordo no momento do impacto. “Dois dos feridos permanecem em estado crítico e, infelizmente, dois perderam a vida em decorrência dos ferimentos”, escreveu o prefeito em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter).
O acidente interrompeu abruptamente o cruzeiro de instrução que havia começado em 6 de abril, em Acapulco, no estado de Guerrero, sudoeste do México. O Cuauhtémoc, que está em atividade desde 1982, transportava 147 cadetes navais, além da tripulação completa.
Tragédia diplomática
A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, lamentou a perda das vidas e afirmou estar acompanhando a situação de perto. “Sentimos muito a morte de dois membros do navio-escola Cuauhtémoc, que perderam a vida no infeliz acidente no porto de Nova York. Nossa solidariedade e apoio às famílias”, declarou a mandatária em publicação oficial.
A Secretaria da Marinha do México, com apoio do Consulado Geral do México em Nova York e da embaixada nos Estados Unidos, está prestando assistência às vítimas e seus familiares. Sheinbaum agradeceu ao prefeito Eric Adams “por todo o apoio fornecido aos nossos nacionais”.
Causas ainda sob investigação
O incidente ocorreu pouco antes das 21h e as causas exatas ainda estão sendo apuradas. O que se sabe até agora é que o navio perdeu energia no momento da manobra para zarpar, o que comprometeu o controle da embarcação e resultou na colisão.
O impacto comprometeu os mastros e a estrutura do navio, que teve de interromper imediatamente sua rota internacional de formação.
Dano de imagem
O choque do Cuauhtémoc em pleno coração de Nova York tem repercussões que vão além do trágico saldo humano. Trata-se de um abalo simbólico na diplomacia regional e no prestígio da Marinha mexicana, conhecida por transformar seu veleiro em embaixador dos mares.
A tragédia cobra respostas técnicas — e humanas. Como um dos navios-escola mais tradicionais da América Latina perde força em uma das baías mais monitoradas do planeta?
Mais do que uma falha mecânica, o acidente escancara os riscos da rotina militar em tempos de paz e lembra que, em alto-mar ou em portos estrangeiros, o imprevisto também navega.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




