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Milei matou com a motosserra 13.111 empresas argentinas em quinze meses

O colapso não é apenas perceptível nas ruas e nos supermercados da Argentina. Ele se materializa agora em números. Um estudo divulgado neste sábado (25) pelo Centro de Economia Política Argentina (CEPA) revela que 13.111 empresas fecharam as portas nos primeiros 15 meses do governo Javier Milei. O dado, extraído da Superintendência de Riscos do Trabalho, expõe o impacto direto da chamada “motosserra” sobre a economia real.

Atividade econômica estagnada

O gráfico produzido pelo CEPA mostra que, mesmo após oscilações, o nível de atividade em março de 2025 (149,9) ainda está abaixo do registrado em março de 2023 (150,5). Ou seja, dois anos de retrocesso econômico com Milei no poder, contrariando o discurso liberal de recuperação acelerada via “choque fiscal”.

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Reprodução: X

As pequenas e médias empresas, as primeiras vítimas

Do total de empreendimentos extintos, a maioria era formada por pequenas e médias empresas, com até 500 trabalhadores. O setor de transporte e armazenamento foi o mais atingido, com 3.321 empresas encerradas — uma retração de 8,4%. Apenas 45 empresas que fecharam tinham mais de 500 empregados.

Queda generalizada no emprego

Os reflexos também se sentem no mercado de trabalho. Foram 219.670 empregos formais perdidos, sobretudo nas grandes empresas, que enxugaram 174 mil vagas entre novembro de 2023 e fevereiro de 2025. Pequenas empresas também sentiram: 45.350 demissões nesse mesmo período.

Segundo o CEPA, os setores mais atingidos foram a construção civil e o serviço público, com destaque para administração pública, defesa e previdência social obrigatória — juntos, esses perderam 122.801 empregos. A construção, isoladamente, encolheu 17,5% em postos de trabalho.

A implosão do setor produtivo

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Javier Milei batendo o martelo: qualquer semelhança não será nenhuma coincidência… [Foto: reprodução redes sociais]

Esses dados desmentem a promessa de Milei de que os cortes brutais gerariam confiança e crescimento. O que se vê é uma implosão do setor produtivo nacional, com o empresariado, especialmente o pequeno, sendo dizimado pela retração da demanda, encarecimento do crédito e desmonte do Estado.

Ao atacar a estrutura estatal e sufocar o mercado interno, Milei fragiliza o tecido econômico da Argentina, elevando o desemprego e ampliando a informalidade. A destruição silenciosa de empresas, sem plano de reconstrução, revela a face cruel de um governo guiado por fundamentalismo ideológico.

Motosserra assassina

O desmonte promovido por Milei não é só econômico, mas institucional. Ao tratar o Estado como inimigo, e o povo como obstáculo ao “ajuste”, ele aprofunda a exclusão e compromete o futuro produtivo da Argentina. Os números do CEPA são um alerta — mas também um registro histórico do custo humano de um projeto de poder que banaliza o sofrimento social.

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