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Lula supera Requião e Gleisi em votos no Paraná

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 2.054.597 votos no Paraná, equivalentes a 31,20% dos votos válidos, na eleição de 4 de outubro de 2026. Requião Filho (PDT), candidato ao governo estadual, ficou com 1.465.601 votos, ou 23,47%. A distância de 588.996 votos dimensiona o descompasso entre a candidatura presidencial e a disputa pelo Palácio Iguaçu.

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Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado, também terminou abaixo da votação de Lula: recebeu 1.542.636 votos, correspondentes a 13,35% dos votos válidos para o cargo. Em números absolutos, foram 511.961 votos a menos que o presidente.

Os números do retrato da apuração mostram que a força eleitoral de Lula no Paraná não se reproduziu nas candidaturas estaduais aliadas. O presidente teve mais de dois milhões de votos em um estado onde Requião Filho terminou em terceiro na disputa pelo governo.

Sérgio Moro (PL) venceu no primeiro turno, conforme anúncio do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e divulgação no Blog do Esmael. Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), ficou em segundo.

Se Requião Filho tivesse alcançado o mesmo número de votos de Lula, teria uma votação superior à registrada por Sandro. Esse é o tamanho da oportunidade que alimentou, durante a campanha, a discussão sobre o espelhamento entre as candidaturas presidencial e estadual.

Esse cenário poderia ter levado Requião ao segundo turno, mas dependeria também de retirar de Moro a maioria absoluta dos votos válidos. Superar Sandro, isoladamente, não bastaria. Se os votos adicionais viessem apenas de outros adversários, mantendo a votação e o percentual de Moro, a eleição continuaria encerrada no primeiro turno.

A diferença entre Lula e Requião foi de 7,73 pontos percentuais nas respectivas disputas. Os totais de votos válidos para presidente e governador, porém, são diferentes. Por isso, reproduzir 31,20% na corrida estadual e reproduzir os 2.054.597 votos presidenciais são simulações distintas.

No Senado, o cuidado precisa ser ainda maior. Cada eleitor podia escolher dois candidatos. Assim, os 13,35% de Gleisi não podem ser comparados diretamente aos 31,20% de Lula. A comparação em votos absolutos, entretanto, registra uma distância superior a meio milhão.

Mesmo uma votação de Gleisi equivalente à de Lula não permitiria afirmar sua eleição sem considerar os resultados dos concorrentes às duas vagas. O dado sustenta a análise sobre o alcance das campanhas, não uma cadeira garantida.

Durante a campanha, o Blog do Esmael defendeu em diversos momentos o espelhamento das candidaturas: associar o voto em Lula às escolhas para o governo estadual e o Senado. A avaliação editorial do Blog é que as campanhas seguiram outro caminho e não aproveitaram suficientemente essa associação.

O resultado dá peso a essa crítica, mas não identifica como cada eleitor de Lula votou nos demais cargos. Sem esse cruzamento, não é possível atribuir toda a diferença a uma decisão de campanha nem apontar quem recebeu esses votos.

A consequência política é concreta: o campo aliado ao presidente terminou com uma votação presidencial maior que a de suas candidaturas ao governo e ao Senado. Requião ficou fora de uma segunda etapa que poderia ter disputado em um cenário de maior convergência eleitoral, desde que Moro também perdesse a maioria absoluta.

Acompanhe no Blog do Esmael a análise dos resultados e dos próximos movimentos políticos no Paraná.