O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertou que o Brasil enfrentará uma guerra digital nas redes sociais durante as eleições de 2026 e afirmou que o governo não se acovarda diante de mentiras, ataques coordenados e da “podridão” disseminada no ambiente digital.
A declaração foi feita ao comentar o avanço da desinformação organizada, impulsionada por plataformas digitais, inteligência artificial e redes de ódio que atuam com objetivos políticos claros. Para Lula, o desafio não é apenas eleitoral, mas democrático.
Segundo o presidente, há uma disputa em curso pela verdade. Ele afirmou que setores extremistas utilizam mentiras repetidas como método político, explorando medo, preconceito e fake news para tentar manipular a opinião pública.
“Não vamos permitir que a mentira vire método de disputa política”, disse Luiz Inácio Lula da Silva, ao defender uma postura firme do Estado e da sociedade contra a desinformação.
O alerta ocorre em meio ao crescimento do uso de inteligência artificial para produção de conteúdos falsos, deepfakes e campanhas coordenadas de ataque, um fenômeno já observado em eleições recentes no Brasil e no exterior.
No governo, a avaliação é que a eleição de 2026 será marcada por disputas narrativas nas plataformas digitais, com tentativas de deslegitimar instituições, desacreditar políticas públicas e criar pânico moral artificial.
A preocupação também alcança crimes digitais. Parlamentares do PT protocolaram representação no Ministério Público pedindo apuração sobre o uso de sistemas de IA para práticas criminosas, incluindo exploração sexual de crianças e disseminação de conteúdos falsos em larga escala.

Outro foco recorrente da desinformação tem sido a economia. O governo precisou rebater mentiras sobre um suposto imposto sobre o PIX, narrativa falsa usada para atacar a reforma tributária e gerar medo entre trabalhadores informais e autônomos.
Aliados de Lula avaliam que a extrema direita tenta repetir, em 2026, a estratégia usada em eleições anteriores, quando fake news tiveram papel central na radicalização do debate público e na erosão da confiança institucional.
A resposta do Planalto, segundo interlocutores, passa por três frentes: comunicação direta com a população, fortalecimento de políticas públicas concretas e enfrentamento institucional às redes organizadas de mentira, sempre dentro do Estado Democrático de Direito.
Nos bastidores, ministros reconhecem que a disputa não será apenas nas urnas, mas nos celulares. A leitura é que quem dominar a narrativa digital terá vantagem, o que exige transparência, reação rápida e compromisso com a verdade.
O aviso de Lula é direto. A eleição de 2026 não será apenas uma escolha de projetos, mas um teste de resistência da democracia brasileira diante da indústria da desinformação.
Ao colocar o tema no centro do debate, Lula sinaliza que não tratará a desinformação como ruído, mas como ameaça real ao processo democrático. O recado é claro: o governo não se intimidará, e a sociedade será chamada a escolher entre a política baseada em fatos ou a barbárie digital.
Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




