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2 mil pessoas lotam Madalosso em homenagem a Gleisi Hoffmann

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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi homenageada na noite desta sexta-feira (30) por cerca de duas mil pessoas, no tradicional restaurante Madalosso, em Curitiba.

O evento, que combinou emoção, reencontros e articulação política, reuniu juristas, empresários, educadores, artistas, líderes sindicais, movimentos sociais, religiosos e juventudes — num gesto plural e suprapartidário de reconhecimento à paranaense que comanda a interlocução do governo Lula com o Congresso Nacional.

““Foram 580 dias de resistência”

Em seu discurso, visivelmente emocionada, Gleisi fez questão de relembrar a vigília Lula Livre, realizada em frente à sede da Polícia Federal na capital paranaense, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou preso entre 2018 e 2019.

“Quando acharam que iriam tirar Lula da vida política, foi com vocês que resistimos. Foram 580 dias de vigília, de coragem e de luta. Isso nunca será esquecido”, declarou a ministra, ovacionada pela multidão.

Ela também fez um contraponto direto ao governo anterior e à herança deixada ao país:

“Hoje o país está em outro rumo, com perspectiva de desenvolvimento. Lula pegou um Estado muito destruído. Não vamos esquecer aqui o que foi a desconstrução do governo Bolsonaro do Estado brasileiro, das instituições, os ataques, o negacionismo, as mortes por Covid. A gente ainda carrega este trauma.”

Gleisi agradeceu a homenagem e destacou o papel do Paraná como berço da resistência democrática. “É daqui que brotam ideias e ações que mudam o Brasil. Esta noite me dá força para continuar”, disse.

A agenda de Gleisi no Paraná

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Ministra Gleisi Hoffmann e o secretário Executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. Foto: IG

Antes da homenagem, a ministra participou de duas agendas relevantes para a saúde pública e a articulação federativa:

  • Lançou o Programa Nacional de Atendimento em Especialidades do SUS, em cerimônia no hospital Erasto Gaertner, referência no tratamento de câncer.
  • Firmou parceria com a Itaipu Binacional para viabilizar o Instituto de Pediatria da UFPR (apelidado de HCzinho), projeto estratégico que deve ampliar a capacidade de atendimento infantil no estado.

As iniciativas reforçam o papel de Gleisi na coordenação de pactos federativos e sua influência na liberação de recursos para obras e políticas públicas.

Bastidores e presença política

O jantar também serviu como termômetro para 2026, com ampla presença de lideranças do PT e de partidos aliados. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada na Câmara e companheiro da ministra, participou do evento e destacou o prestígio político de Gleisi.

“Gleisi é hoje uma das figuras mais estratégicas do governo Lula. Ela não apenas articula: ela entrega”, afirmou.

Nos bastidores, falava-se em eventual candidatura ao Senado ou reeleição à Câmara, embora a própria ministra tenha desconversado sobre 2026. A prioridade, segundo seus interlocutores, é manter a governabilidade do país e consolidar o programa de reconstrução iniciado em 2023.

Política como afeto e construção

A homenagem a Gleisi Hoffmann não foi apenas um jantar. Foi um ato simbólico de resistência e gratidão.

Num tempo em que a política costuma ser resumida a números, algoritmos e polarizações artificiais, o que se viu no Madalosso foi um gesto orgânico, afetivo e estratégico. Um reencontro entre a base popular e uma dirigente que nunca se afastou de suas origens.

Gleisi não apenas representa o governo Lula — ela representa uma forma de fazer política que valoriza o coletivo, a presença nos territórios e a escuta ativa. E isso, em tempos de desinformação e cinismo, vale muito.

Se você acompanhou este momento histórico, compartilhe. Se não, reflita: quem você quer que represente o Paraná nos grandes debates nacionais?

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