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Gleisi deixa SRI dia 31 para disputar Senado

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), confirmou que deixará o cargo em terça-feira (31) para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. No lugar dela, o Planalto pretende colocar Olavo Noleto, hoje secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão.

A saída segue o calendário eleitoral e mexe no coração da articulação política do governo Lula, porque a SRI é o balcão onde se amarram maioria, emendas, pauta e negociações com líderes da Câmara e do Senado.

Gleisi fez o anúncio enquanto participava do seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, promovido pelo Conselhão em parceria com o Ministério das Mulheres, no Palácio do Planalto, em Brasília.

No evento, a ministra chamou atenção para um dado que escancara a falha do Estado em proteger quem pede socorro: 13% das vítimas de feminicídio tinham medida protetiva quando foram mortas. A fala foi usada por ela para defender “efetividade imediata” dessas medidas e reforçar o pacto firmado entre os Três Poderes para enfrentar a violência contra mulheres.

A troca na SRI vira um termômetro político, porque mexe no comando da articulação com o Congresso, e também sinaliza o reposicionamento de Gleisi no Paraná para a disputa ao Senado, uma cadeira decisiva na correlação de forças em Brasília.

Gleisi está licenciada do mandato de deputada federal desde 2025 para ocupar a SRI. Ao se desincompatibilizar, ela volta ao tablado político com objetivo claro, fazer campanha ao Senado e manter protagonismo na disputa nacional do PT em 2026.

Em ano eleitoral, Brasília perde fôlego legislativo. Nessa quadra, trocar o comando da SRI é menos sobre ‘virar o jogo’ e mais sobre não deixar a máquina travar.

Portanto, Gleisi sai para pedir voto e o governo aposta que a máquina de articulação segue funcionando com outro nome.

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