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Oposição aponta Fábrica de Escândalos no governo Ratinho Júnior

A oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) afirma que o governo Ratinho Júnior (PSD) se transformou em uma “Fábrica de Escândalos”. A expressão foi usada pelo líder oposicionista, deputado Arilson Chiorato (PT), em referência à sucessão de denúncias e investigações que cercam o Executivo estadual.

Além das críticas feitas em plenário, chegou à oposição uma nova bronca ligada à licitação da chamada Fábrica de Ideias, que tende a ampliar ainda mais o desgaste político.

Nesta segunda-feira (1º), Arilson destacou que a Operação Carbono Oculto — conduzida pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo — expôs fragilidades no modelo de privatizações e concessões adotado pelo governo Ratinho Júnior. A investigação apura fraudes bilionárias no setor de combustíveis, com possível ligação a facções criminosas.

Segundo o deputado, o atual modelo permite a participação de pessoas não identificadas em licitações e concessões. “Isso precisa mudar para proteger o patrimônio público do Paraná”, disse.

O parlamentar citou diferentes casos que reforçam suas críticas:

  • Terminal PAR50, Porto de Paranaguá – Privatizado em 2023 por apenas R$ 1 milhão, foi revendido meses depois por R$ 36 milhões. Hoje é investigado como rota ilegal de entrada de metanol.
  • Programa Comida Boa – O cartão estadual de R$ 80 foi operado pela fintech BK Bank, suspeita de ligação com o PCC. A empresa recebeu mais de R$ 120 milhões entre 2023 e 2024 e havia vencido uma nova licitação de R$ 100 milhões em 2025.
  • Copel e Banco Genial – O Banco Genial assessorou a privatização da Copel em 2023. Mais tarde, renunciou à gestão de fundos citados na Carbono Oculto, que teriam recebido recursos desviados.
  • Reag Investimentos – Gestora com quase R$ 300 bilhões sob administração, alvo da operação, atuou em fundos que estruturaram privatizações no país.

Diante das revelações, Arilson pediu a suspensão imediata do processo de venda da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná). O deputado alertou que a estatal guarda dados sensíveis de milhões de cidadãos, como registros de saúde e segurança, que poderiam cair nas mãos de fundos investigados.

Em discurso, o líder da oposição não acusou diretamente o governador, mas responsabilizou o modelo de privatizações adotado. “O compliance não funcionou. O Paraná precisa de respostas claras e de medidas que evitem a repetição desses erros”, concluiu Arilson.

A denúncia da “Fábrica de Escândalos” expõe a vulnerabilidade política de Ratinho Júnior em meio a investigações de repercussão nacional.

Para a oposição, a Carbono Oculto apenas confirma o alerta de que privatizações e concessões no Paraná caminham em terreno movediço.

A pressão deve crescer, sobretudo diante da proximidade do processo eleitoral de 2026.

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