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É dramática a situação no grupo palaciano. O ecossistema governista no Paraná corre o risco real de implodir na reta final das convenções partidárias, que se encerram na próxima quarta-feira, dia 5 de agosto.
A articulação do governador Ratinho Junior (PSD) em torno de uma chapa com Rafael Greca (MDB) na vice e Alvaro Dias para a segunda vaga ao Senado provocou um incêndio sem precedentes. O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi (Republicanos), afirma para quem quiser ouvir que foi “chifrado” pelo governador e passou a reavaliar radicalmente seu futuro político.
O estopim da crise: Curi concorda com a presença de Greca na vice, mas não se conforma com o acordo que empurra o “intruso” Alvaro Dias para a segunda vaga ao Senado. O presidente da Alep, que trabalhava para ser o candidato único do grupo ao Congresso, avalia que essa fórmula coloca em risco direto sua eleição.
Agenda de convenções e a estratégia da “ata aberta”
O calendário dos próximos dias promete transformar o cenário político em um verdadeiro suspense de cinema, aumentando a angústia e o drama dentro do Palácio Iguaçu:
- Domingo (2 de agosto): Rafael Greca participa da convenção do MDB.
- Segunda-feira (3 de agosto): Alexandre Curi comanda e participa da convenção do Republicanos.
No entanto, a grande jogada de mestre, e fonte de enorme ansiedade, é que ambos os partidos devem deixar suas atas abertas até o limite do prazo, no dia 5 de agosto. Essa manobra dá tempo para novas cartadas e mantém a faca no pescoço da articulação governista até o último segundo.
O recalculo de rota e as alternativas na mesa
Magoado com o movimento de Ratinho Junior, Alexandre Curi reduziu a agenda pública e se fechou em copas para redesenhar a rota política. Nos bastidores do centro do poder em Curitiba, nada mais está descartado, a não ser a manutenção de um apoio cego à chapa Ratinho/Sandro Alex.
Entre as alternativas reais que ganham força na mesa de Curi, destacam-se:
- Composição como vice na chapa do senador Sergio Moro (PL);
- Aproximação e apoio à candidatura de Requião Filho (PDT);
- Recuo estratégico para continuar na Alep e adiar o projeto majoritário.
O clima no Palácio Iguaçu é de pura tensão e risco iminente de ruptura. Embora “bombeiros” da base aliada estejam em ação tentando evitar que o incêndio se alastre, o racha interno já é visível.
Quem fatura com o caos palaciano?
A eventual fragmentação da base governista acendeu o sinal de alerta e interessa diretamente aos principais adversários do Palácio Iguaçu:
- Sergio Moro (PL): Acompanha a crise de perto. A divisão do campo governista tende a pulverizar os votos no primeiro turno e consolidar sua liderança.
- Requião Filho (PDT): Vê no bate-cabeça palaciano a oportunidade perfeita para avançar e garantir uma vaga no segundo turno contra Moro.
Até o momento, não há anúncio oficial de mudança na estratégia eleitoral do grupo de Ratinho Junior, mas a pressão é máxima. O Palácio Iguaçu sangra e a novela promete capítulos de alta voltagem até o fechamento definitivo das atas na quarta-feira.
Na noite desta quinta (30), em Foz do Iguaçu, o destaque no encontro regional do PSD foram as ausências de Curi e Greca.
O Blog do Esmael procurará Alexandre Curi, o governador Ratinho Junior, Rafael Greca, Alvaro Dias e Sergio Moro para que possam se manifestar sobre os bastidores relatados nesta reportagem. Eventuais posicionamentos serão incorporados a esta publicação.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




