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Economia dos EUA recua e Casa Branca tenta negociar com a China

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Os Estados Unidos registram seu pior desempenho econômico desde 2022, com o PIB recuando 0,3% no primeiro trimestre de 2025. Em meio a um cenário de alta da inflação e queda dos gastos do consumidor, o governo Donald Trump busca retomar o diálogo com a China para aliviar as tensões comerciais.

PIB em queda e consumo em retração

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, a retração do Produto Interno Bruto surpreende negativamente o mercado, que esperava crescimento de 0,8%.

Pior: o consumo, responsável por 70% da economia americana, desacelera de 4% para 1,8%, refletindo o desgaste da confiança das famílias diante da inflação e das tarifas comerciais.

O índice de preços PCE — métrica favorita do Federal Reserve para medir a inflação — também subiu de forma mais agressiva, atingindo 3,6%. O núcleo da inflação (sem alimentos e energia) foi ainda mais preocupante: 3,5% no trimestre.

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Enquanto os indicadores econômicos afundam, a diplomacia americana tenta acalmar os ânimos com Pequim.

Fontes citadas pelo China Media Group afirmam que os EUA estão utilizando “múltiplos canais” para reabrir negociações tarifárias com o governo chinês. Mas a resposta da China é direta: sem respeito mútuo, não há conversa.

A conta oficial da Niutanqin — braço midiático próximo ao Partido Comunista — foi clara:

“A China não teme pressões. Nossa porta está aberta para o diálogo, mas não aceitaremos chantagens.”

De volta à guerra comercial?

Donald Trump ultrapassa os 100 dias na Casa Branca reforçando devoção à velha cartilha do confronto econômico. As tarifas bilionárias contra a China, marca registrada de seu primeiro mandato, voltam ao centro da estratégia comercial dos EUA, reacendendo tensões nas cadeias globais de suprimentos.

Com um discurso nacionalista renovado, Trump aposta no protecionismo como ferramenta política e eleitoral, mesmo que isso pressione consumidores e empresas americanas.

Do outro lado do mundo, Pequim observa com frieza e firmeza, mas já mandou seu recado:

“Não precisamos esperar indefinidamente por ações dos EUA. Quem quer diálogo, age com seriedade.”

Entenda a tensão econômica EUA-China

O que provocou a queda do PIB dos EUA?

A combinação de tarifas comerciais agressivas, inflação em alta e retração do consumo das famílias puxou o PIB para baixo. No 1º trimestre de 2025, a economia americana recuou 0,3%, frustrando as expectativas de crescimento.

A inflação está sob controle nos Estados Unidos?

Longe disso. O índice de preços PCE — referência do Fed — disparou para 3,6%, enquanto o núcleo inflacionário atingiu 3,5%. É uma pressão crescente sobre a economia e o bolso dos americanos.

Como a China reage à nova investida dos EUA?

Com calma estratégica e firmeza retórica. Pequim mantém canais abertos para negociação, mas exige respeito mútuo e recusa imposições. O recado é claro: não haverá concessões unilaterais.

Trump está reacendendo a guerra comercial?

Sim — com todas as letras. De volta à Casa Branca, Trump reabilita a retórica protecionista e as tarifas como armas de pressão. O confronto com a China voltou ao tabuleiro principal da política externa americana.

Os EUA podem entrar em recessão?

Se o próximo trimestre repetir o desempenho negativo, os EUA entrarão oficialmente em recessão técnica — dois trimestres seguidos de retração no PIB.

Os EUA vão tropeçar no próprio protecionismo?

A tentativa de conter a China com tarifas, em vez de fortalecer a competitividade interna, pode sair pela culatra.

A economia dos EUA, enfraquecida e em retração, se vê à mercê do mesmo protecionismo que pregou para o mundo. Enquanto isso, a China joga xadrez com paciência estratégica.

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