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Donald Trump publica vídeo de caminhonete mostrando Joe Biden amarrado como um porco

Donald Trump foi criticado pela equipe de campanha de Joe Biden por compartilhar nas redes sociais um vídeo mostrando caminhonetes com a imagem do presidente dos EUA com as mãos e os pés amarrados como se fosse um porco. Abaixo, você assiste no Blog do Esmael.

A equipe de campanha de Biden acusou Trump de “incitar regularmente a violência política” antes das eleições de novembro.

Um porta-voz da campanha de Trump disse que os democratas têm apelado a uma “violência desprezível” contra Biden.

Trump postou o vídeo em seu site de mídia social Truth Social, nesta sexta-feira (30/3), que teve ampla repercussão na imprensa americana e internacinal, a exemplo do The New York Times, ABC News, AP e da BBC de Londres, por exemplo.

Segundo a legenda, o filme foi gravado em Long Island, Nova Iorque, na quinta-feira (29/3), quando o ex-presidente compareceu ao velório de um policial de Nova Iorque que foi morto durante uma parada de trânsito.

O vídeo mostra duas caminhonetes passando na estrada, ambos cobertos com bandeiras dos EUA e bandeiras reivindicando apoio à polícia.

A segunda caminhonete estava estampada com as palavras “Trump 2024”, e a traseira do veículo traz uma imagem de Biden com as mãos e os pés amarrados como se fosse um suíno, um porco, pronto para o abate.

A promoção do vídeo por Trump atraiu críticas da equipe de campanha de Biden.

Trump está regularmente incitando a violência política e é hora de as pessoas o levarem a sério – basta perguntar aos policiais do Capitólio que foram atacados para proteger a nossa democracia em 6 de janeiro”, disse o porta-voz Michael Tyler, referindo-se à invasão do Congresso pelos apoiadores do ex-presidente depois que ele alegou falsamente que a eleição de 2020 havia sido roubada dele.

Mas Steven Cheung, porta-voz da campanha de Trump, respondeu: “Aquela foto estava na traseira de uma caminhonete que viajava pela estrada. Democratas e lunáticos enlouquecidos não apenas pediram violência desprezível contra o presidente Trump e sua família, eles estão na verdade armando o sistema de justiça contra ele.

Biden duela com Trump nas primárias. Foto: reprodução/RSS
Biden duela com Trump pela presidência dos EUA. Foto: reprodução/RSS

O candidato presidencial republicano enfrenta quatro processos criminais, sendo um caso de subversão eleitoral e um caso de silêncio em Nova Iorque os que têm maior probabilidade de serem ouvidos em tribunal antes das eleições de 5 de novembro.

Trump declarou-se inocente em todos os casos e alegou que está a ser perseguido politicamente.

A disputa sobre a imagem da porta traseira nas caminhonetes é a mais recente de uma série de discussões acaloradas entre os dois candidatos presidenciais na preparação para as urnas.

Na sua tentativa de regressar à Casa Branca, Trump intensificou a sua retórica, referindo-se frequentemente aos condenados pela sua participação no motim no Capitólio dos EUA, em 6 de janeiro de 2021, como “reféns”.

Ele também foi criticado por comentários feitos em Ohio no início deste mês, nos quais alertou sobre um “banho de sangue” caso não fosse eleito. Ele fez a referência depois de falar sobre a importação de automóveis estrangeiros e seu impacto econômico.

A campanha de Biden aproveitou os comentários, mas Trump acusou-os e à mídia de tirá-lo do contexto.

Na rede social de Donald Trump, além de caso de Biden amarrado, o ex-presidente também publica vídeos ofensivos mostrando o presidente Joe Biden tropeçando e caindo várias vezes ou tendo lapsos em suas falas, o que Trump sugere demência ou incapacidade do adversário continuar governando os Estados Unidos.

Muito provavelmente, este modelo de campanha eleitoral movida pelo ódio seja reproduzido no Brasil e em outras partes do mundo onde existem eleições livres e democráticas.

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