Superlive divide a bancada sobre o alvo no confronto desta noite na afiliada da TV Globo no Paraná
A RPC anuncia Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) para o debate desta terça-feira, 29 de setembro, às 22h15, cinco dias antes do primeiro turno. Na Superlive do Blog do Esmael, realizada na noite de segunda-feira, 28, a bancada divergiu sobre quem chegará mais exposto ao confronto. Parte espera ataques concentrados em Moro; outros avaliam que Sandro poderá receber críticas dos dois adversários. A emissora mantém os três na programação, e não há confirmação de desistência.
A dúvida sobre a presença de Moro surgiu na transmissão porque ele não participou dos debates televisivos anteriores entre candidatos ao governo do Paraná. Cristina Esteche, da RSN de Guarapuava, levantou a possibilidade de uma ausência de última hora. Valdomiro Cantini, da Rede Massa FM de Cascavel, disse que, se aconselhasse o senador, recomendaria não comparecer pelo risco eleitoral, embora considere importante sua participação. São hipóteses e opiniões da bancada; até a manhã de 29 de setembro, a RPC continuava a anunciá-lo no encontro.
Cristina aposta que Moro será o principal alvo. Para ela, Requião e Sandro precisarão questioná-lo sobre propostas para o Paraná e reagir à vantagem que ele conserva nas pesquisas. A jornalista espera observar como o senador responderá diretamente aos concorrentes, uma situação diferente das entrevistas individuais realizadas durante a campanha.
Cantini também prevê ataques a Moro, mas vê um problema adicional para Sandro: enfraquecer o líder sem entregar a Requião os votos que eventualmente saírem do senador. Ao discutir o desempenho dos candidatos, ele apontou o conhecimento administrativo de Sandro e a experiência de Requião na tribuna. Para Moro, disse, a cobrança central deve ser sobre como pretende governar o estado. É a avaliação do comentarista, sujeita ao que os candidatos efetivamente disserem no debate.
João Barbiero, do D’Ponta e da TVCI, em Ponta Grossa, apresentou a aposta oposta: Sandro corre o maior risco. Ele avalia que Moro pode surpreender quem duvida de seu preparo após meses de campanha e que Requião terá interesse em confrontar o candidato do governo, inclusive sobre a Copel. Na leitura de Barbiero, Sandro precisa comparecer porque o debate é uma oportunidade importante para superar Requião, embora a exposição também possa prejudicá-lo.
Ogarito Linhares, da Rádio Ilha do Mel FM, de Paranaguá, concordou que Sandro pode virar o alvo principal. Para ele, Requião precisa impedir que o candidato governista ocupe a vaga em um possível segundo turno, enquanto Moro teria interesse em evitar um confronto posterior com a estrutura política reunida por Sandro. Ogarito advertiu, porém, que um embate limitado aos dois adversários do senador pode preservar a liderança de Moro.
Angelo Rigon, do Maringá News, também atribuiu peso ao encontro, sobretudo à capacidade dos candidatos de responder sobre o Paraná sem recorrer apenas a frases de campanha. Ele destacou a oratória de Requião e disse esperar que o debate revele mais sobre o preparo de Moro e Sandro. A bancada não chegou a um consenso sobre quem terá o melhor desempenho.
A discussão tem uma base numérica. Na Paraná Pesquisas divulgada em 28 de setembro, Moro registra 46,2% na pergunta estimulada, Requião Filho tem 23,6% e Sandro Alex, 21,5%. Entre os votos válidos estimados, Moro chega a 50,1%, apenas 0,1 ponto acima da metade. O instituto ouviu presencialmente 1.280 eleitores em 60 municípios, entre 25 e 27 de setembro; a margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02701/2026. Esses números não asseguram vitória no primeiro turno nem definem quem ocupará a segunda posição nas urnas.
Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, resumiu na Superlive o risco do que a bancada chamou de “canibalismo eleitoral”. Sandro e Requião podem disputar votos entre si e mudar a ordem dos dois sem reduzir a parcela de Moro. Para forçar um segundo turno, precisam alcançar também eleitores do senador. Hidalgo avaliou que o debate poderá alterar o quadro se algum candidato tiver um desempenho marcante, mas não apresentou esse efeito como certo.
A RPC exibirá o confronto após a novela Quem Ama Cuida. Se os três comparecerem, será a oportunidade de vê-los frente a frente antes da votação de domingo, 4 de outubro. O que se poderá medir na noite de 29 de setembro são as respostas, os ataques e as propostas; o efeito sobre os votos dependerá dos eleitores.
Abaixo, assista à Superlive e acompanhe no Blog do Esmael a cobertura do debate da RPC.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




