O Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24), em Miami, fechou a primeira fase da Copa do Mundo na liderança do Grupo C e entrou no mata-mata com Vinícius Júnior como protagonista. O camisa 7 marcou duas vezes, Matheus Cunha fez o terceiro, Martinelli entrou no segundo tempo e Neymar voltou a atuar pela Seleção depois de quase três anos.
A vitória teve peso esportivo imediato. O Brasil avançou como primeiro colocado do Grupo C e vai enfrentar o segundo colocado do Grupo F na segunda-feira (29), às 14h, em Houston, na rodada de 32 da Copa.
O placar começou a ser construído cedo. Vinícius Júnior abriu o jogo aos 7 minutos, voltou a marcar nos acréscimos do primeiro tempo, aos 45+3, e impôs à Escócia uma desvantagem que desmontou o plano de resistência. Matheus Cunha fechou a conta aos 60 minutos, depois de jogada de Bruno Guimarães.
Carlo Ancelotti iniciou a partida com apenas uma mudança em relação ao time que havia vencido o Haiti: Rayan entrou no lugar de Raphinha, lesionado. A escalação brasileira teve Alisson, Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Douglas Santos, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Rayan, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.
A segunda etapa também teve recado de elenco. Aos 66 minutos, Martinelli entrou no lugar de Lucas Paquetá, enquanto Fabinho substituiu Casemiro. Aos 76 minutos, Neymar entrou na vaga de Matheus Cunha, sob reação da torcida brasileira, no retorno mais simbólico da noite.
A entrada de Neymar muda a temperatura da Seleção sem mudar o fato principal da partida: o Brasil venceu porque Vinícius Júnior decidiu. A volta do camisa 10 dá a Ancelotti uma peça de experiência para o mata-mata, mas a hierarquia esportiva da noite passou pelo atacante do Real Madrid.
A Escócia teve empurrão da torcida, tentativa de pressão no segundo tempo e chances para diminuir, mas não conseguiu transformar volume em gol. O Brasil sofreu em alguns cruzamentos, viu Alisson trabalhar, porém manteve o controle do placar e administrou o jogo sem perder a vantagem construída antes do intervalo.
A goleada tem consequência fora do gramado. Em dia de jogo da Seleção, Copa vira expediente, comércio, transporte, bar cheio, audiência de TV e disputa por atenção pública. Quando o Brasil vence em horário nobre, a bola também reorganiza a rotina política e econômica das cidades.
O mata-mata começa com outro tipo de cobrança. A primeira fase permitia correção de rota; a rodada de 32 não permite. O Brasil chega líder, com Vinícius Júnior em alta, Neymar reintegrado em campo e Ancelotti com mais opções ofensivas. A partir de agora, cada erro custa campanha.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




