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Brasil empata com Equador na estreia de Ancelotti

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Em Guayaquil, a Seleção Brasileira tem atuação tímida, não balança as redes e sai sob críticas na estreia do técnico Carlo Ancelotti.

A estreia de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira terminou sem gols, sem brilho e sem empolgação. O empate por 0 a 0 com o Equador, nesta quarta-feira (5), em Guayaquil, abriu as Eliminatórias da Copa de 2026 para o Brasil sob um manto de expectativas frustradas.

O jogo, insosso do início ao fim, revelou mais dúvidas que certezas. A equipe brasileira teve posse de bola, mas esbarrou na falta de profundidade, criação e finalização. Um retrato fiel da transição que a Seleção vive, agora sob comando do experiente técnico italiano.

Durante os 90 minutos de partida, o time verde e amarelo teve apenas duas finalizações em direção ao gol e não conseguiu deixar uma boa impressão. Com o resultado, o Brasil chegou aos 22 pontos e se manteve na quarta colocação da tabela das Eliminatórias Sul-Americanas — sete pontos acima da Venezuela, que segue na zona de repescagem e ainda não jogou na rodada.

Um empate com gosto de preocupação

A atuação morna foi alvo de análises críticas em diversos setores da imprensa esportiva. Predominaram avaliações que apontaram a falta de intensidade, a escassez de chances claras de gol e a dificuldade do Brasil em se impor mesmo diante de um Equador recuado.

No campo, nomes como Vinícius Júnior e Rodrygo não conseguiram furar o bloqueio equatoriano, enquanto Casemiro e Bruno Guimarães tiveram dificuldade para controlar o meio de campo. Faltou entrosamento e sobrou previsibilidade.

Estreia de Ancelotti sob os holofotes

Multicampeão dirigindo alguns dos principais clubes do futebol europeu, Carlo Ancelotti se tornou, nesta noite, o primeiro estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira. Vestido de terno e gravata, o italiano gesticulou bastante com os jogadores em campo, não parou de mascar chicletes e, no último lance da partida, reclamou com o árbitro por finalizar o jogo durante um ataque promissor do Brasil.

Sua estreia, apesar de simbólica, revelou a dificuldade de traduzir a experiência europeia para o contexto da seleção sul-americana. O início do trabalho aponta para um processo de adaptação mais demorado do que se previa.

Bastidores e projeções do novo ciclo

A CBF apostou em Carlo Ancelotti como solução para devolver protagonismo à Seleção. A estreia, no entanto, escancarou que o processo de reconstrução será mais árduo do que se imaginava. Internamente, a comissão técnica entende que o resultado é “parte do amadurecimento” e que ajustes virão nos próximos confrontos — o Brasil volta a campo na próxima semana contra o Paraguai, no Maracanã.

Especialistas avaliam que a falta de intensidade no jogo pode estar ligada ao modelo europeu de preparação física que Ancelotti tenta importar para o calendário sul-americano. Outro ponto é a ausência de identidade clara: o Brasil ainda parece não saber o que quer ser em campo.

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Estreia discreta e alerta ligado

O empate sem gols diante do Equador não é catastrófico em termos de tabela, mas acende um sinal amarelo no início do ciclo. Em uma competição longa como as Eliminatórias, tropeços como esse — mesmo fora de casa — comprometem a confiança do torcedor e colocam pressão sobre o comando técnico.

Ancelotti terá pouco tempo para reorganizar a equipe antes do próximo desafio. A missão é clara: apresentar, além de resultados, um novo futebol que empolgue e represente o peso da camisa amarela. O Brasil ainda tem tempo, mas não pode desperdiçá-lo.

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