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pgr-e-nega-plano-golpista”>Bolsonaro reage à denúncia da PGR e nega plano golpista
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, nesta quarta-feira (19), qualquer envolvimento em tentativa de golpe de Estado, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em suas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a acusação é uma “farsa” e comparou sua situação à de oposições perseguidas em regimes autoritários da América Latina.
Bolsonaro se defende e fala em “cartilha autoritária”
Em sua declaração, o ex-presidente criticou a PGR e o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que “fabricam acusações vagas” para perseguir adversários políticos. Ele comparou sua situação à de líderes oposicionistas na Venezuela, Nicáragua e Cuba, insistindo que há uma tentativa de “silenciar vozes dissidentes” no Brasil.
“O mundo está atento ao que se passa no Brasil. O truque de acusar líderes da oposição democrática de tramar golpes não é algo novo: todo regime autoritário, em sua ânsia pelo poder, precisa fabricar inimigos internos para justificar perseguições, censuras e prisões arbitrárias.”
Bolsonaro encerrou a postagem afirmando que a “liberdade triunfará” e prometeu continuar denunciando o que considera “arbitrariedades” do atual governo e do Judiciário.
Defesa de Bolsonaro contesta acusação
A defesa do ex-presidente também reagiu à denúncia. Em nota assinada pelo advogado Fábio Wajngarten, a equipe jurídica classificou o documento da PGR como “estarrecedor” e “inepto”. Os advogados afirmaram que, mesmo após dois anos de investigações e “medidas invasivas”, não há prova concreta que ligue Bolsonaro a qualquer plano golpista.
“A despeito dos quase dois anos de investigações […] nenhum elemento que conectasse minimamente o Presidente à narrativa construída na denúncia foi encontrado.”
A defesa ainda criticou a delação premiada que embasa parte da acusação contra Bolsonaro, alegando que o delator teria alterado sua versão “inúmeras vezes” e que sua credibilidade estaria comprometida.
STF deve analisar denúncia nos próximos dias
Com a denúncia formalizada pela PGR, o Supremo Tribunal Federal deverá decidir se abre ou não uma ação penal contra Bolsonaro. Caso a Corte aceite a denúncia, o ex-presidente se tornará réu e poderá enfrentar um processo criminal que pode levar à sua inelegibilidade e até mesmo à prisão.
A decisão deve ocorrer nos próximos dias, e o julgamento promete ser um novo marco no cenário político nacional. Enquanto isso, Bolsonaro continua a mobilizar sua base e a se defender publicamente, preparando-se para uma longa batalha jurídica e política.
Nesta quarta à tarde, Bolsonaro recebeu a intimação na sede do PL em Brasília. Ele tem 15 dias para contestar a denúncia relatada pela PGR.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




