Aumento na arrecadação e calote reforçam argumentos pró-greve geral no Paraná

O governo Beto Richa (PSDB) errou nas previsões que fizera para 2016, pois os cofres paranaenses engordaram 7,2% ante a projeção de 3,5% do tucano.

Segundo o Fórum das Entidades Sindicais (Fes), o caixa do governo do estado ganhou reforço de R$ 3,1 bilhões — dinheiro suficiente para que Richa pagasse a data-base (reposição inflacionária de 2016) para os 300 mil servidores públicos paranaenses.

O governador tucano havia acordado com o funcionalismo — na negociação de junho de 2015 que pôs fim à paralisação de 44 dias — o pagamento da data-base prevista em 6,35% +1% conforme lei aprovada pela Assembleia Legislativa daquela época.

O calote de Beto Richa mostrou-se sem fundamento diante do aumento da arrecadação. Logo depreende-se que houve maldade do governador contra os servidores, o que enseja uma nova greve geral de todas as categorias do funcionalismo público.

“Com o crescimento da receita, queremos que o governo cumpra o que disse: que se acaso houvesse crescimento da arrecadação, pagaria a data-base”, afirmou Marlei Fernandes, do Fes. Ela destaca que em todas as mesas de negociação o Fes apontou que a receita cresceria neste patamar de 6% a 7%, mas o governo não admitiu e manteve suas previsões. “Os números comprovam que estávamos certos”, finaliza Marlei.

Uma frente formada por vários deputados no ano passado também cobra do governo a retomada das negociações para pagar o que deve aos servidores.

Se a intransigência de Richa prevalecer, avisam os servidores, só restará a greve geral como instrumento de luta. Sem, é claro, descuidar da batalha jurídica contra o tucano.

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