Canadá enfrenta luto após um ataque a tiros em uma escola de Tumbler Ridge, comunidade remota da Colúmbia Britânica, deixar ao menos 10 mortos e cerca de 25 feridos, segundo a polícia. As autoridades dizem que não há ameaça em andamento, mas ainda não divulgaram identidades, idades, motivação nem detalhes das armas.
O que se sabe até aqui
O tiroteio ocorreu na Tumbler Ridge Secondary School e também envolveu uma residência ligada ao caso, de acordo com a Real Polícia Montada do Canadá (RCMP). A contagem de vítimas variou nas primeiras horas, como costuma ocorrer em ocorrências com múltiplas cenas, e as autoridades trataram parte dos feridos em estrutura médica local antes de eventuais transferências.
A RCMP afirmou que o suspeito morreu no local e que a investigação busca esclarecer a conexão entre escola e residência, além de reconstruir a linha do tempo do ataque.
Alerta policial citou suspeita descrita como mulher
No meio do pânico, a polícia emitiu um alerta à comunidade descrevendo a suspeita como “uma mulher, de vestido, com cabelos castanhos”, informação mencionada por veículos internacionais ao relatarem a entrevista coletiva da RCMP.
Esse detalhe, por enquanto, não responde ao essencial: quem era a atiradora, como conseguiu a arma, qual a motivação e se havia alvo específico. As autoridades afirmam que ainda estão notificando famílias e, por isso, seguram dados sensíveis.
Carney e Eby reagem, debate sobre armas volta ao centro
O primeiro-ministro Mark Carney (Partido Liberal) disse estar “devastado” e suspendeu compromissos internacionais previstos para a semana. O premier da Colúmbia Britânica, David Eby (New Democratic Party), prometeu apoio total à comunidade e suporte psicossocial.
Mesmo com regras mais rígidas do que as dos EUA, o Canadá vive há anos uma disputa política sobre controle de armas, compra de armamentos e eficácia das reformas lançadas após tragédias anteriores. O ataque em Tumbler Ridge reabre essa ferida nacional com força.
Bastidores verificáveis para acompanhar

A polícia ainda não confirmou nomes das vítimas nem do suspeito, o que sugere protocolo de notificação em andamento e checagem cruzada de múltiplas cenas.
A gestão da crise deve virar tema político em Ottawa e em Victoria, capital da província, especialmente sobre prevenção, resposta a emergências em áreas remotas e rastreio de armas.
A comunidade, com 2.399 habitantes, tende a sentir o impacto de forma mais profunda, porque quase todo mundo conhece alguém atingido.
Tragédias assim não são “fatalidade”. São o retrato de como o Estado falha em antecipar risco, controlar acesso a armas e proteger escolas, que deveriam ser o lugar mais seguro de uma cidade.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




