O técnico Carlo Ancelotti anunciou, nesta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, os 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, com Neymar entre os atacantes e o fim da principal dúvida da lista.
A convocação marca a entrada oficial do Brasil na reta final do Mundial, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A Seleção está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia.
A lista confirma a aposta de Ancelotti em uma espinha dorsal experiente, com Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães, Raphinha, Vinicius Júnior e Neymar, mas também abre espaço para nomes menos consolidados no debate público, como Wesley, Léo Pereira, Rayan e Igor Thiago.
Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio).
Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (Paris Saint-Germain) e Wesley (Roma).
Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).
Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Júnior (Real Madrid).
A presença de Neymar é a notícia dentro da notícia. O atacante do Santos não defendia a Seleção desde 2023 por causa de lesões e de uma cirurgia no joelho, mas chegou à semana da convocação dizendo que se sentia bem fisicamente e que havia feito o possível para estar entre os 26.
Ancelotti, por sua vez, havia condicionado a convocação do camisa 10 à forma física e ao rendimento em campo. Ao incluí-lo, o treinador assume o risco técnico e simbólico de levar para a Copa o maior nome brasileiro da geração, ainda que cercado por dúvidas recentes de ritmo e sequência.
O corte que não veio também muda o peso político da lista no futebol brasileiro. Sem Neymar, Ancelotti abriria uma ruptura pública com a era anterior da Seleção. Com Neymar, ele preserva a referência de talento, mas obriga o camisa 10 a responder em campo, onde a nostalgia não marca gol.
A preparação terá apresentação a partir de quarta-feira (27), na Granja Comary, em Teresópolis. O Brasil fará amistoso contra o Panamá em 31 de maio, no Maracanã, e depois enfrentará o Egito em 6 de junho, em Cleveland, nos Estados Unidos.
A estreia brasileira será em 13 de junho, às 19h de Brasília, contra Marrocos, em Nova Jersey. Depois, a Seleção encara o Haiti em 19 de junho, na Filadélfia, e fecha a fase de grupos contra a Escócia em 24 de junho, em Miami.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou uma pré-lista de 55 jogadores à Federação Internacional de Futebol (Fifa). Pela regra informada, os 26 convocados podem ser trocados até a véspera da estreia em caso de lesão, desde que o substituto esteja na pré-lista; depois disso, a exceção fica restrita aos goleiros.
A lista de Ancelotti, portanto, resolve a novela Neymar e coloca a cobrança no lugar certo: o Brasil não ganha Copa por biografia, marketing ou saudade. Ganha se transformar talento em time competitivo.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




