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Secretaria de Fazenda do RJ pode ter nome ligado à sonegação

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), avalia substituir o atual secretário de Estado da Fazenda, Leonardo Lobo Pires, pelo cientista político Juliano Pasqual. A possível nomeação chama atenção porque Pasqual circula no entorno do ex-deputado federal Eduardo Cunha e é ligado ao empresário Ricardo Magro, investigado em dezembro do ano passado por suspeita de sonegação e lavagem de dinheiro.

Fontes próximas ao Palácio Guanabara afirmam que a troca está em fase avançada de articulação. Leonardo Lobo Pires, técnico com trajetória no Tesouro Nacional, deixaria o cargo para dar lugar a alguém mais alinhado a interesses políticos. A proximidade de Pasqual com Magro, ex-advogado de Cunha, desperta questionamentos no meio político sobre os rumos da Fazenda, especialmente após as recentes suspeitas envolvendo fraudes fiscais.

Pasqual também teria o aval de Tiago Cedraz, membro de família tradicional ligada ao Tribunal de Contas da União (TCU). Documentos públicos indicam que o ex-diretor de Gestão Administrativa do Incra, sob influência de Cedraz na época do governo Michel Temer, mantém relações estreitas com o grupo político de Magro, aumentando especulações sobre a real intenção dessa movimentação.

Analistas veem a mudança como uma reorganização de forças entre aliados de Castro. A Casa Civil do Rio de Janeiro ainda não oficializou a indicação, mas líderes locais acompanham de perto a situação. Uma nomeação que coloque alguém ligado a possíveis casos de sonegação no comando das finanças estaduais pode gerar repercussões internas no governo e ampliar as discussões sobre o papel de Cunha nos bastidores.

Enquanto se aguarda a definição, o clima é de expectativa entre setores interessados na gestão econômica do estado. A substituição, se confirmada, deve influenciar projetos de infraestrutura e a condução do orçamento, impactando diretamente as políticas públicas fluminenses. O Blog do Esmael segue atento a cada passo desse processo.

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