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Ciclone extratropical e frente fria quebram bloqueio atmosférico e trazem temporais ao Paraná

O bloqueio atmosférico crônico que sufocava o Paraná e o Centro-Sul do Brasil nas últimas semanas, com taxas críticas de umidade abaixo de 12% e temperaturas sufocantes que superavam a casa dos 40°C, está com as horas contadas. A ciclogênese atmosférica colocou o estado na rota de um novo ciclone extratropical e de uma potente frente fria que avançam nesta quinta-feira (20).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil emitiram alertas de perigo para a formação do sistema de baixa pressão. O processo de formação do ciclone se dará sobre o continente, entre o Rio Grande do Sul e a fronteira com o Uruguai, enquanto a frente fria se organizará simultaneamente entre o Paraguai e o norte da Argentina.

No Paraná, a instabilidade climática começará a se manifestar com força a partir da tarde desta quinta-feira, atingindo primeiro as regiões oeste, sudoeste e sul do estado, nas áreas próximas à divisa com Santa Catarina. A previsão meteorológica do Simepar indica:

  • Tempestades e ventos severos: O avanço das frentes de instabilidade traz risco real de temporais isolados com rajadas de vento violento que podem oscilar entre 70 km/h e 100 km/h, queda localizada de granizo e chuva extrema concentrada de até 50 mm.
  • Avanço na sexta-feira: Ao longo da sexta-feira (21), com o ciclone já formado se deslocando em direção ao Oceano Atlântico, os ventos intensos se concentrarão no leste do Paraná, castigando a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral.
  • Massa de ar polar e geadas: Na retaguarda do ciclone, a entrada de uma potente massa de ar polar derrubará bruscamente as temperaturas em todo o estado a partir de sexta-feira à noite. O final de semana será de frio extremo e geadas fortes no sul gaúcho e no sul do Paraná, com previsão de marcas negativas nas áreas serranas de Santa Catarina.

A Defesa Civil do Paraná orienta a população a evitar deslocamentos desnecessários durante os picos de ventania, manter distância de árvores e fiação elétrica de alta tensão e acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a própria Defesa Civil (199) em caso de quedas de árvores ou destelhamentos causados pelo ciclone.