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Inverno começa em Curitiba com frio, geada e a noite mais longa do ano

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O inverno em Curitiba começa oficialmente às 23h42 desta sexta-feira (20), trazendo a noite mais longa de 2025 e reforçando a fama da capital como a cidade mais fria do Brasil. As temperaturas devem cair nas próximas semanas, com previsão de geadas no interior do Paraná e registros abaixo de 5°C nas madrugadas da Região Metropolitana.

Segundo meteorologistas consultados pelo Blog do Esmael, o avanço de massas de ar polar deve acentuar o frio já nos primeiros dias da nova estação. A expectativa é de que o inverno de 2025 siga a tendência dos últimos anos, com variações bruscas de temperatura, manhãs geladas e tardes de sol — o típico “efeito cebola” curitibano.

O que acontece com o solstício de inverno?

O fenômeno astronômico que marca a transição do outono para o inverno é conhecido como solstício de inverno. Ocorre quando o Sol atinge a menor posição no céu ao meio-dia, fazendo com que a Terra receba menos luminosidade no hemisfério sul. Resultado? Dias mais curtos, noites mais longas — e temperaturas que despencam.

“A Terra está inclinada em relação ao plano da sua órbita, o que faz com que as estações existam. O solstício marca o ponto de inflexão: a partir de agora, os dias começam a aumentar até o auge do verão”, explica Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional.

Na prática, essa diferença é sentida com mais intensidade nas cidades mais distantes da linha do Equador, como Curitiba. É por isso que, enquanto em Manaus as mudanças são quase imperceptíveis, no Paraná o céu escurece antes das 18h e os termômetros exigem casaco reforçado.

O frio vem mesmo? E a previsão de geada?

Sim, vem. A previsão do Simepar e do Climatempo aponta para ondas de frio mais intensas entre o fim de junho e julho, com possibilidade de geadas especialmente nas regiões de Palmas, Guarapuava e na divisa com Santa Catarina.

Em Curitiba, as mínimas devem variar entre 4ºC e 7ºC ao longo da próxima semana. A chance de geada na capital não é descartada em áreas abertas e de menor altitude, como Campo Comprido, Tatuquara e parte da CIC.

Além do frio, o inverno em Curitiba também ativa a memória afetiva. Com previsão de abertura para a próxima semana, a Feira de Inverno da Praça Osório movimenta o centro com pinhão, quentão, produtos artesanais e a esperada decoração temática. A programação oficial ainda será confirmada pela Prefeitura, mas comerciantes já montam suas barracas.

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Entre o céu e o chão gelado: o inverno é também um alerta social

Para além dos dados astronômicos, o inverno escancara a desigualdade urbana. A Prefeitura de Curitiba afirma manter ativa a “Operação Inverno”, com acolhimento emergencial e oferta de refeições quentes para a população em situação de rua. Mas entidades locais alertam para a necessidade de ações permanentes e maior investimento em políticas públicas estruturais.

O plano, articulado até 22 de setembro, foi apresentado pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) ao lado da primeira-dama Paula Mocellin e do presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.

“Nosso compromisso é com a dignidade das pessoas. Nós não vamos perder ninguém para o frio”, afirmou o prefeito no lançamento oficial. A operação garante abrigo, alimentação, banho quente, vacinas e atendimento social a pessoas em situação de rua — inclusive com acolhimento de animais de estimação.

Urgências humanas

O inverno em Curitiba é, antes de tudo, um lembrete de contrastes: beleza natural, cultura viva, mas também vulnerabilidade social. O céu mais escuro e os dias mais curtos são apenas parte da história — o frio, aqui, revela também urgências humanas.

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