Adeus, querido: Moro pode deixar o Brasil para morar nos EUA

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pelo Twitter, reverbera nesta terça-feira (6) que o ex-juiz Sérgio Moro está de malas prontas para morar nos Estados Unidos.

Haddad compartilhou informação publicada hoje pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha.

“Depois de mais de uma década de intensa atividade partidária, Moro é pressionado pela família a sair do Brasil e ficar longe da política. Realmente, política é uma atividade muito cansativa”, retuitou o petista.

De acordo com a colunista da Folha, ex-ministro da Justiça já baixou a crista para o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Mônica, a ideia é que Moro passe uma temporada dando aulas de Direito em outro país. “E, assim, fique distante da política e de eventual projeto eleitoral de concorrer à Presidência.”

Janja Moro, a mulher do ex-juiz da Lava Jato, pretende que o ex-juiz e e-ministro fique longe de “embates selvagens” e passe a cuidar de sua vida pessoal e profissional. Ele adquiriu recentemente a carteira de advogado da OAB-PR.

Cobiçado pelo PODEMOS para disputar a Presidência da República em 2022, Moro tem feito “doce” para os que lhe procuram. Afirma que não se sente inclinado a disputar um cargo eleitoral, de acordo com a colunista da Folha.

Mônica Bergamo anota ainda que o ex-juiz baixou o tom nas redes sociais em relação a Bolsonaro —e até já disse, em conversas reservadas, que não deveria ter saído do governo da forma que fez: atirando.

Apesar de se arrepender de atirar contra Bolsonaro, Sérgio Moro continua atacando o presidente. Na semana passada, por exemplo, ele criticou a escolha de Kassio Marques para o Supremo e, também na corte, pediu para que o depoimento de Bolsonaro seja presencial no caso da interferência na Polícia Federal.

Neste mês de outubro, após a quarentena pela saída do governo, Moro perde direito à escolta da PF. A segurança do ex-ministro seria uma preocupação da família e de Janja.

Lula não está morto, alerta Globo, após pesquisa do Ibope

O ex-presidente Lula está vivinho da Silva e ainda pode fazer a diferença nas eleições municipais de 2020. A avaliação foi publicada pelo Globo na edição desta terça-feira (6).

O jornalão dos Marinho ouviu o professor Ricardo Ismael, do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, o fator “Lula” pode fazer diferença. Por isso, o potencial de crescimento do PT hoje é maior do que o de algumas legendas de direita, como PSL e PRTB.

Segundo o professor da PUC-Rio, o PT luta para recuperar a imagem do desgaste causado pelo intenso bombardeio da operação Lava-Jato.

“O partido ainda administra um prejuízo. Vai ter que brigar mais para se destacar”, diz Ismael, no entanto, ele destaca o fator “Lula” na disputa em curso.

“A foto do momento aponta que o PT perdeu espaço, mas pode crescer, um cabo eleitoral como Lula não é desprezível”, alerta o professor da PUC-Rio. “Hoje o PSL não tem nenhum cabo para puxar voto”, comparou.

A matéria do Globo foi publicada à luz das últimas pesquisas do Ibope.

Esquerda lidera pesquisas em Beém e Porto Alegre, segundo o Ibope

O instituto Ibope mostra nessa nova rodada que a esquerda lidera as intenções de voto nas cidades de Belém (PA) e Porto Alegre (RS).

Segundo o levantamento desta segunda-feira (5), Manoela D’Ávila (PCdoB) está na frente, com 24%, na corrida pela Prefeitura de Porto Alegre e em Belém Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera com 39%.

O Ibope diz que vê vantagem dos candidatos conservadores mais velhos que têm maior recall da eleição 2018, o que dificulta a vida de “novos bolsonaristas” de São Paulo como Joice Hasselmann (PSL) e Arthur do Val (Patriota), ambos com 1%.

Em Belo Horizonte a situação se repete com o bolsonarista Bruno Engler (PRTB), que em apenas 3%. Ele desafia o prefeito Alexandre Kalil (PSD), que lidera com 58%.

No Rio, Eduardo Paes (DEM) lidera com 26% e em segundo lugar está o candidato do presidente Jair Bolsonaro –Marcelo Crivella (Republicanos), com 17%.

Em São Paulo, o deputado e apresentador Celso Russomanno (Republicanos) lidera com o apoio do presidente. Ele tem 26% ante 21% do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Numa eleição que a esquerda lidera nos extremos do País, Norte e Sul, o Centrão tem tudo para levar a melhor. Pelo menos até agora.

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