Sérgio Moro pediu para sair

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O ministro da Justiça Sérgio Moro pediu para sair do cargo “para tratar de assuntos particulares” entre os dias 15 e 19 de julho.

A licença para o ex-juiz foi autorizada por despacho presidencial publicado hoje (8) no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com o Estadão, o Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei.

Há um mês, Moro é alvo de reportagens do site The Intercept Brasil que mostram como o então juiz atuava no submundo da Lava Jato. O objetivo político e ideológico do agora ministro podem anular as sentenças proferidas por ele na 13ª Vara Federal de Curitiba. Segundo o Datafolha, 58% dos brasileiros concordam com a revisão das decisões de Moro.

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“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”, informou a assessoria.

Segundo um auxiliar da pasta, a licença já estava sendo planejada desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão sobre Moro relacionada a uma suposta troca de mensagens com procuradores.

Na ausência de Moro, assume a pasta o número dois do Ministério, Luiz Pontel de Souza.

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