Temer lavou propina comprando imóveis, diz Funaro

Michel Temer (PMDB) adquiriu imóveis com dinheiro adquirido de propinas oriundos de créditos da Caixa Econômica Federal.

Segundo delação premiada do doleiro Lúcio Funaro afirmou, o grupo político formado pelo presidente Michel Temer e pelos ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves recebeu cerca de R$ 250 milhões em propinas decorrentes de créditos da Caixa Econômica Federal, repassados pelas vice-presidências de Pessoa Jurídica e Fundos de Governo e Loterias.

No anexo da delação que integra a segunda denúncia contra Temer, que chegou à Câmara, Funaro aponta José Yunes, amigo de Temer, como laranja nas operações imobiliárias.

Operador financeiro do partido, Funaro disse ainda que Cunha funcionava como um “banco de propina” para deputados e, depois, virava o “dono” dos mandatos de quem era beneficiado. Ou seja, o ex-presidente da Câmara “comprava” o deputado como o depravado que compra sexo.

Funaro afirmou não saber exatamente o valor da propina repassada a Cunha, “mas sabe que este sempre distribuía parte da propina recebida com Henrique Eduardo Alves e Michel Temer, fora outros deputados aliados”.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima ocupou o cargo na Caixa entre 2011 e 2014. Segundo Funaro, apenas na área de Geddel o grupo liberou entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para empresas em troca de vantagens. Um valor igual ou superior a este teria sido liberado pelo setor comandado por Cleto. Funaro disse que Geddel recebeu, sozinho, no mínimo R$ 20 milhões e continuou a operar mesmo depois de deixar o cargo, até fevereiro de 2015.

O Palácio do Planalto tenta desqualificar a delação afirmando que “o valor da delação e das palavras do doleiro Lúcio Funaro é zero, como já registrou a própria Procuradoria-Geral da República”.

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