16 de novembro de 2014
por esmael
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Estadão é primeiro grupo de mídia a propor golpe contra Dilma

do Brasil 247
dilma_estadaoA imprensa conservadora brasileira começa a fazer jus ao apelido que ganhou nos últimos anos, o de PIG, Partido da Imprensa Golpista. Leia mais

7 de novembro de 2014
por esmael
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Mino Carta: Bo-li-va-ria-no, eu?

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por Mino Carta, na CartaCapital

O besteirol anda solto a serviço do mofado elitismo golpista e exibe o atraso cultural do País

Pergunto aos meus botões, tomado pela dúvida: Serei eu um bolivariano?! Em silêncio, me encaram entre atônitos e perplexos. Insisto: Seria por leviandade, inconsciência, irresponsabilidade, ou por convicta adesão ideológica?! Respondem em coro, alto e bom som: bo-li-va-ria-no. Três vezes seguidas. Ao cabo, gargalham.

De fato, a situação criada pelos derradeiros ruídos e senhas da política nativa seria simplesmente cômica se não tivesse seu lado dramático ao exibir primarismo, ignorância, grosseria, juntamente com arrogância e prepotência. Não disse trágico porque a tragédia tem outra dimensão, outra imponência em relação ao drama. Em todo caso, no palco estamos credenciados à  encenação da farsa, ou da ópera-bufa.

Entre as personagens na ribalta, grandioso o desempenho de Gilmar Mendes, a prometer em memorável entrevista de página inteira na Folha de S.Paulo de segunda 3 a iminente transformação do STF em corte bolivariana. O que ele teme é a chegada ao Supremo dos novos integrantes nomeados por Dilma Rousseff, esquecido talvez que outros indicados anteriormente por Lula ou pela presidenta jamais aparentaram fé bolivariana.

2 de Março de 2014
por esmael
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FHC: “Que a crise venezuelana nos desperte da letargia”

do Brasil 247 O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não vê motivos para cair na folia do carnaval. Segundo ele, o cenário não encoraja alegrias duráveis.

O clima de quarta-feira de cinzas antecipado se deve, de acordo com o tucano, a uma sequência de erros estratégicos da diplomacia brasileira desde o governo Lula. Escolhemos parceiros errados; perdemos liderança na América Latina; no outro polo, se consolida o Arco do Pacífico, englobando Chile, Peru, Colômbia e México e nós ficamos encurralados no Mercosul!, diz. Para ele, na crise da Venezuela, é incrível a timidez de nosso governo em fazer o que deve: não digo apoiar este ou aquele lado em que o país rachou, mas pelo menos agir como pacificador, restabelecendo o diálogo entre as partes, salvaguardando os direitos humanos e a cidadania!.

Leia o artigo:

Diplomacia inerte

Domingo de carnaval, convenhamos, não é o melhor dia para ler artigo sobre política internacional. Mas que fazer? Coincidiu que o dia de minha coluna fosse hoje e não tenho jeito nem vontade de escrever sobre as alegrias de Momo. Por mais que nos anestesiemos no carnaval, o meio circundante não alenta alegrias duráveis.

Comecemos do princípio. Acho que houve um erro estratégico desde o governo Lula na avaliação das forças que predominariam no mundo e da posição do Brasil na ordem internacional que se transformava. Não me refiro ao que eu gostaria que ocorresse, mas à s tendências que objetivamente se foram configurando. Nossa diplomacia guiou-se pela convicção de que um novo mundo estava nascendo e levou o presidente, em sua natural busca de protagonismo, a ser o arauto dos novos tempos. A convicção implícita era a de que pós-Muro de Berlim, depois de breve período de quase hegemonia dos Estados Unidos, pregada pelos seus teóricos do neoconservadorismo, e da coorte de equívocos da política externa daquele país (invasão do Iraque, do Afeganistão, isolamento da Rússia, apoio acrítico a Israel em sua política de assentamentos de colonos etc.) e dos desastres provocados por estas atitudes, assistiríamos a uma correção de rumos.

De fato, houve essa correção de rumos, mas a direção esperada pela cúpula da diplomacia brasileira e por setores políticos sob influência de alas antiamericanas do PT era a do declínio do Ocidente!, com a perda relativa do protagonismo americano e a emergência das forças novas: a China (o que ocorreu), o mundo árabe, em especial os países petroleiros, a àfrica e, naturalmente, a América Latina, como parte deste terceiro mundo! renascido. Essa visão encontra raízes em nossa cultura diplomática desde os tempos da políti