4 de Janeiro de 2016
por esmael
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Bolsa desaba e dólar sobe em nova ‘Black Monday’ na China

do Brasil 247, com Reuters

O Ibovespa abriu em forte queda nesta segunda-feira 4, primeira sessão do ano e marcada por aversão ao risco, após a atividade industrial na China mostrar retração pelo 10º mês seguido, reacendendo as preocupações sobre a economia do país asiático.

Os mercados acionários chineses despencaram cerca de 7% na sua primeira operação de 2016, com as pesquisas da atividade industrial fraca e com a queda do iuan aumentando as preocupações sobre a economia em dificuldade, forçando as bolsas a suspenderem as operações pela primeira vez.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, despencou 7,02%, para 3.469 pontos, de acordo com um novo mecanismo que entrou em vigor nesta segunda, para reduzir a volatilidade. Os novos mecanismos pretendem impedir fortes quedas nas bolsas chinesas e evitar baixas como as do verão passado.

O índice de Xangai caiu 6,86%, para 3.296 pontos. Perdas no começo da sessão cresceram rapidamente, com as operações sendo suspensas por volta das 3h30 (horário de Brasília), cerca de 90 minutos antes do horário regular de fechamento.

Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, a desvalorização da moeda chinesa, o iuan, chegou ao nível mais baixo sobre o dólar desde maio de 2011. Já o dólar saltava 2% sobre o real nesta manhã. Às 9h20, a moeda norte-americana avançava 2,02%, a R$ 4,0276 na venda, após subir 1,83% na última sessão de 2015 e encerrar o ano com alta de 48,49%.

Confira reportagens do portal Infomoney sobre o assunto:

Ibovespa cai forte em 1º pregão de 2016 em meio a novo “Black Monday” na China

Por Ricardo Bomfim – O Ibovespa inicia em queda o primeiro pregão de 2016 seguindo o pânico global por conta da China depois de novos dados abaixo das expectativas. A bolsa chinesa despencou 7%, enquanto os índices europeus recuam entre 2,4% e 4,2% e os futuros do Dow Jones e S&P 500 caem mais de 1,7%. No Brasil, as previsões do Relatório Focus mostram mais um ano de forte retração da economia. O Citi prev