O ator americano Robert Duvall morreu aos 95 anos, ícone de uma geração que atravessou “O Poderoso Chefão”, “Apocalypse Now” e um Oscar por “Tender Mercies”. A morte foi confirmada por sua esposa, Luciana Duvall, em mensagem nas redes sociais, e noticiada pela imprensa dos EUA nesta segunda-feira (16).
Segundo o relato divulgado pela família, Duvall morreu no domingo (15) em casa, “cercado de amor e conforto”, em despedida que virou tributo público ao estilo de atuação que marcou quase sete décadas de cinema.
Duvall virou referência por uma rara combinação de contenção e potência. Para o grande público, ele foi Tom Hagen, o conselheiro da família Corleone nos dois primeiros filmes de Francis Ford Coppola. Para a crítica, foi Mac Sledge, cantor country em queda que lhe rendeu o Oscar de melhor ator.
Ele também cravou um dos personagens mais lembrados de “Apocalypse Now”, o tenente-coronel Kilgore, e já havia aparecido no cinema como Boo Radley em “O Sol é Para Todos”, ainda em 1962.
A lista de diretores com quem trabalhou explica por que Duvall foi sinônimo de “ator confiável” em Hollywood: Coppola, Robert Altman, Sidney Lumet e George Lucas estão entre os nomes que o colocaram no centro do cinema autoral e comercial das décadas de 1970 e 1980. No total, acumulou sete indicações ao Oscar ao longo da carreira.
Nascido em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, Duvall cresceu em família ligada às Forças Armadas e consolidou a base no teatro e na televisão antes de dominar as telas. Ele também dirigiu e escreveu projetos pessoais, como “O Apóstolo”, reforçando a imagem de artista completo, mais interessado na verdade do personagem do que no brilho fácil da celebridade.
Duvall deixa um tipo de legado que falta: o de quem sustenta o filme sem pedir o holofote, mas muda tudo quando entra em cena. Continue acompanhando os bastidores da política, da arte e do poder pelo Blog do Esmael.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




