Álvaro Dias (MDB) registra 20% na combinação dos dois votos para o Senado e abre vantagem numérica na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 27 de julho. A 69 dias do primeiro turno, porém, Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL) e Gleisi Hoffmann (PT) permanecem tecnicamente empatados no cenário sem o ex-senador.
A Quaest ouviu 1.104 eleitores paranaenses com 16 anos ou mais entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Contratado pela Genial Investimentos, o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-04818/2026.
Os três cenários são estimulados, modalidade na qual os nomes são apresentados aos entrevistados. Os percentuais representam a combinação dos dois votos disponíveis para o Senado.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro de 2026, pouco menos de dez semanas depois da divulgação da pesquisa. Cada eleitor poderá escolher dois nomes diferentes para as duas cadeiras paranaenses em disputa, conforme o calendário oficial do TSE.
No primeiro cenário, Álvaro alcança 20%. Curi, Deltan e Gleisi dividem a segunda posição numérica, com 10% cada. Filipe aparece com 8%, enquanto Cristina Graeml (PSD) e Dr. Rosinha (PT) registram 4%. Luiz Carlos Hauly (Podemos) marca 1%.
Cenário 1
- Álvaro Dias (MDB): 20%
- Alexandre Curi (Republicanos): 10%
- Deltan Dallagnol (Novo): 10%
- Gleisi Hoffmann (PT): 10%
- Filipe Barros (PL): 8%
- Cristina Graeml (PSD): 4%
- Dr. Rosinha (PT): 4%
- Luiz Carlos Hauly (Podemos): 1%
- Indecisos: 19%
- Branco, nulo ou não pretende votar: 14%
Considerada a margem de erro, Álvaro não está tecnicamente empatado com o grupo que ocupa a segunda posição. Curi, Deltan, Gleisi e Filipe, entretanto, aparecem dentro de uma faixa competitiva comum.
Os indecisos somam 19%. Outros 14% declaram voto branco, nulo ou intenção de não comparecer. Juntos, esses grupos chegam a 33%, resultado superior ao percentual de qualquer nome testado.
No segundo cenário, sem Deltan, Álvaro mantém os mesmos 20%. Curi registra 11%, enquanto Gleisi e Filipe aparecem com 10% cada. Cristina alcança 5%, Dr. Rosinha tem 4% e Hauly marca 1%.
Cenário 2
- Álvaro Dias (MDB): 20%
- Alexandre Curi (Republicanos): 11%
- Gleisi Hoffmann (PT): 10%
- Filipe Barros (PL): 10%
- Cristina Graeml (PSD): 5%
- Dr. Rosinha (PT): 4%
- Luiz Carlos Hauly (Podemos): 1%
- Indecisos: 22%
- Branco, nulo ou não pretende votar: 17%
As diferenças entre os dois primeiros cenários estão dentro da margem de erro. Por isso, os números não permitem afirmar que os votos de Deltan tenham migrado para determinado concorrente.
Indecisos, brancos, nulos e eleitores que não pretendem comparecer somam 39% nessa simulação. O percentual confirma que parte expressiva do eleitorado ainda não indicou os dois votos.
Sem Álvaro, Cristina e Hauly, Curi aparece numericamente à frente, com 14%. Ele está tecnicamente empatado com Deltan e Filipe, ambos com 12%, e com Gleisi, que registra 11%.
Cenário 3
- Alexandre Curi (Republicanos): 14%
- Deltan Dallagnol (Novo): 12%
- Filipe Barros (PL): 12%
- Gleisi Hoffmann (PT): 11%
- Dr. Rosinha (PT): 5%
- Indecisos: 24%
- Branco, nulo ou não pretende votar: 22%
A diferença entre Curi e Gleisi, primeiro e quarto colocados numericamente, é de três pontos. Os intervalos possíveis dos quatro nomes se cruzam quando aplicada a margem de erro, o que impede apontar liderança isolada.
Nesse cenário, 46% não indicam nenhum dos nomes apresentados: 24% estão indecisos e 22% declaram voto branco, nulo ou ausência.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que Álvaro lidera as simulações em que aparece, com 20% na combinação dos dois votos. Sem o ex-senador, Nunes apontou empate entre Curi, Deltan, Filipe e Gleisi.
A pesquisa também mediu a firmeza das escolhas. Para 68% dos entrevistados, o voto para o Senado ainda pode mudar. Apenas 32% consideram a decisão definitiva. Segundo Nunes, essa é a disputa menos consolidada entre as eleições avaliadas pela Quaest no Paraná.
No indicador que combina conhecimento e possibilidade de voto, Álvaro alcança 52%. Curi registra 25%, Gleisi tem 22%, Deltan aparece com 20% e Filipe soma 18%. Cristina marca 13%, Dr. Rosinha tem 8% e Hauly aparece com 5%.
O dado não representa apenas notoriedade. Ele reúne os entrevistados que conhecem o nome testado e admitem votar nele.
Na medição oposta, entre quem conhece o nome e não votaria nele, Gleisi alcança 60%. Dr. Rosinha registra 35%, Álvaro tem 34% e Curi aparece com 26%. Hauly marca 20%; Cristina e Filipe, 18% cada; e Deltan, 16%.
Álvaro larga em posição mais favorável, sustentado pela vantagem numérica e pelo maior potencial de voto entre os nomes apresentados. O resultado, porém, não assegura sua eleição: faltam 69 dias para a votação e mais de dois terços do eleitorado admitem rever suas escolhas.
A segunda cadeira permanece aberta entre nomes ligados a campos políticos distintos. Curi integra o grupo governista estadual; Gleisi representa o campo governista federal; Filipe disputa o eleitorado bolsonarista; e Deltan busca votos associados à antiga Operação Lava Jato.
As convenções partidárias, realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda precisam formalizar as candidaturas. Até essa definição, o tratamento mais preciso é “nomes testados”, “postulantes” ou “pré-candidatos”, conforme a situação de cada partido.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




