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Quaest aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em Minas

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O presidente Lula (PT) aparece com 30% das intenções de voto em Minas Gerais, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 29%, mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, 28 de julho. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro e configura empate técnico.

O levantamento ouviu presencialmente 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09333/2026.

Zema reúne 12% e disputa a direita mineira

Romeu Zema (Novo) aparece em terceiro lugar, com 12%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, Renan Santos (Missão) marca 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.

Indecisos somam 11%. Outros 9% declaram voto branco, nulo ou dizem que não pretendem votar. A soma desses grupos mostra que um em cada cinco eleitores ainda não escolheu um candidato no cenário apresentado.

Os 12% de Zema impedem que Flávio Bolsonaro monopolize o voto de direita em Minas. O candidato do Novo atua no próprio território político e pode definir o rumo de uma eventual segunda etapa, mas a pesquisa não autoriza presumir que todo o seu eleitorado migraria para o PL.

Segundo turno também fica dentro da margem

Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 38%, e o candidato do PL, 35%. A distância de três pontos coincide com a margem de erro. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar chegam a 18%, enquanto 9% permanecem indecisos.

Zema marca 39% contra 37% de Lula em outro confronto, também sem vantagem estatística. Já Lula tem 38% diante de 30% de Caiado. Os resultados e a metodologia da Genial/Quaest foram divulgados junto com os cenários estaduais.

Minas volta a medir o equilíbrio nacional

Minas Gerais é decisiva pelo tamanho do eleitorado e por seu histórico. Desde a volta das eleições presidenciais diretas, em 1989, o candidato vencedor no país também venceu no estado. Em 2022, Lula teve 50,20% dos votos válidos entre os mineiros, ante 49,80% de Jair Bolsonaro.

O novo levantamento mostra que a divisão continua em 2026. Lula e Flávio somam 59% no primeiro turno, mas Zema conserva uma base própria e um contingente relevante ainda não definiu voto. A campanha em Minas será disputada tanto pela direita quanto pelo governo.

Aliança no Paraná expõe contradição do Novo

A candidatura de Zema produz um efeito diferente no Paraná. O Novo participa da aliança estadual de Sergio Moro (PL), legenda que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência. O Blog do Esmael já mostrou que Zema adiou a escolha do vice e dividiu o palanque do Novo no Paraná.

Deltan Dallagnol, dirigente estadual do Novo e candidato ao Senado, admitiu uma campanha simultânea para Zema e Flávio. A legislação permite alianças estaduais diferentes da composição nacional, mas a convivência dos dois presidenciáveis impõe um problema de mensagem, agenda e material eleitoral.

Em Minas, Zema retira votos de Flávio e tenta liderar uma direita não subordinada ao bolsonarismo. No Paraná, o partido depende de uma composição com o PL. Essa tensão já apareceu quando a convenção do Novo testou o palanque paranaense.

A Quaest não resolve a contradição, mas mede seu custo. Minas permanece aberta entre os dois polos nacionais, e o desempenho de Zema mostra por que as alianças estaduais podem embaralhar a estratégia presidencial.

Acompanhe no Blog do Esmael a cobertura das pesquisas eleitorais, do Paraná e das eleições de 2026.