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O presidente Lula (PT) mantém vantagem na corrida presidencial e Flávio Bolsonaro (PL) se consolida como principal adversário na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). No 1º turno, Lula varia entre 35% e 39% nos cenários testados, enquanto Flávio oscila de 29% a 33%, abrindo uma disputa que já nasce com cheiro de polarização reeditada em 2026.
Num dos cenários estimulados, Lula aparece com 35% e Flávio com 29%, Ratinho Júnior (PSD) marca 8% e os demais nomes ficam em patamar baixo, com 7% de indecisos e 15% de branco, nulo ou não vai votar.
No 2º turno, a menor diferença também é contra Flávio. Lula tem 43% e o senador 38%, com 2% de indecisos e 17% de branco, nulo ou não vai votar, sinal de que a eleição tende a ser decidida no miolo do eleitor independente e na capacidade de cada campo reduzir rejeição.
É nesse ponto que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta empurrar o filho para o centro da disputa. A Quaest mostra que 44% consideram que Bolsonaro acertou ao indicar Flávio como candidato à Presidência, 42% dizem que ele errou e 14% não souberam responder.
A “bênção” do ex-presidente, porém, tem teto claro. Quando a pergunta é sobre influência direta, 49% afirmam que não votariam no candidato indicado por Bolsonaro; 25% dizem que a opinião dele é importante, mas não votariam só por isso; 22% declaram que votariam em qualquer candidato que ele indicar; 4% não responderam.
O levantamento também registra o ambiente político em que essa polarização se dá. Na aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 49% desaprovam e 45% aprovam, com 6% de não sabem/não responderam, um retrato de divisão que permanece no limite da margem de erro.
No recorte regional, o Nordeste segue como base de sustentação de Lula, enquanto o Sul aparece como o território mais hostil, um desenho que tende a orientar palanques e estratégias de campanha ao longo de 2026.
O dado político mais relevante da rodada é que Flávio avança não apenas entre bolsonaristas, mas também tenta beliscar a direita não bolsonarista, enquanto Lula continua forte na esquerda e numericamente na frente. A briga real passa a ser o eleitor independente, que é onde a vantagem encolhe e onde qualquer tropeço econômico vira munição eleitoral.
No fechamento, a Quaest aponta um país em modo disputa permanente: Lula segue líder, mas governa com a avaliação sob pressão; Flávio vira o herdeiro viável do bolsonarismo, mas encontra resistência fora da bolha, porque metade do eleitorado rejeita votar por indicação. É ali, no voto que não tem dono, que 2026 será decidido.
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