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Pesquisa Quaest mostra Fla-Flu no impeachment de Moraes

A pesquisa Genial/Quaest revelou um Fla-Flu político em torno do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento mostra que 46% dos brasileiros são favoráveis à abertura do processo, enquanto 43% se dizem contrários.

A sondagem foi divulgada nesta quarta-feira (27) a uma semana do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no STF, pela tentativa de golpe de Estado.

Polarização explícita

A divisão reflete a mesma clivagem que marca a cena política brasileira desde 2018. Entre eleitores de direita e bolsonaristas, a aprovação ao impeachment dispara para 81% e 83%, respectivamente. Do outro lado, a esquerda e os lulistas rejeitam fortemente a medida: 68% e 83% são contrários.

O centro se apresenta rachado, com 40% a favor e 44% contra. Ou seja, a margem de indecisão entre eleitores sem identificação direta com Lula (PT) ou Bolsonaro (PL) é decisiva para o debate público.

Lula x Bolsonaro

Quando o recorte foca em voto declarado, o antagonismo fica ainda mais evidente: 82% dos eleitores de Bolsonaro defendem o impeachment, contra 68% dos eleitores de Lula que o rejeitam. Mas há nuances. Cerca de 22% dos lulistas se alinham aos favoráveis, enquanto 10% dos bolsonaristas discordam do afastamento.

Lei Magnitsky divide menos

Além do impeachment, a Quaest perguntou sobre a aplicação da chamada lei Magnitsky, dispositivo usado por parlamentares bolsonaristas para pedir sanções contra Moraes no exterior. Para 49% dos entrevistados, a medida é injusta; 39% a consideram justa. Neste ponto, eleitores de centro se aproximam mais dos lulistas: metade acha a ação injusta, contra 33% que apoiam.

Dados da pesquisa

A pesquisa Quaest ouviu 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.

Centro como fiel da balança

O levantamento revela que o impeachment de Alexandre de Moraes se tornou mais um capítulo da guerra política que opõe lulistas e bolsonaristas, sem espaço para consenso nacional. O centro, embora fragmentado, tende a ser fiel da balança. O episódio também mostra como ataques às instituições, em especial ao STF, permanecem como estratégia da extrema-direita. A democracia, mais uma vez, é quem está sob julgamento.

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