Pesquisas eleitorais já registradas no TSE projetam um cenário com até dez pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, indicando uma largada marcada por fragmentação, sobretudo no campo da direita, e vantagem estratégica para o presidente Lula (PT), que buscará a reeleição.
Os levantamentos testam nomes de diferentes campos ideológicos e perfis regionais, compondo um quadro que tende a se manter até abril, prazo legal das desincompatibilizações, mesmo diante do veto político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Quem aparece nos cenários
Os questionários estimulados incluem dez nomes para a disputa presidencial:
- Aldo Rebelo (DC)
- Ciro Gomes (PSDB)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Helder Barbalho (MDB)
- Lula (PT)
- Ratinho Junior (PSD)
- Renan Santos (Missão)
- Romeu Zema (Novo)
- Ronaldo Caiado (União Brasil)
- Tarcísio de Freitas (Republicanos)
A presença simultânea de vários governadores e líderes nacionais sinaliza que a consolidação das chapas ainda está distante.
Fragmentação ajuda Lula
A multiplicação de candidaturas à direita favorece diretamente Lula, ao dividir votos e dificultar a emergência de um nome único competitivo no primeiro turno. Esse efeito já aparece em pesquisas recentes.
Levantamento da AtlasIntel, divulgado em primeira mão pelo Blog do Esmael, indicou que o petista pode vencer a eleição já no primeiro turno, a depender do grau de pulverização do campo adversário.
Margem estreita decide a eleição
Apesar do favoritismo inicial do presidente, o espaço real em disputa é bastante limitado. Segundo Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas, o universo decisivo da eleição gira em torno de 6% do eleitorado.
É nesse segmento que se definirá o desfecho, independentemente de quem seja o principal adversário de Lula no segundo turno. Por isso, Hidalgo evita qualquer prognóstico antecipado e ressalta que o cenário segue aberto e volátil.
Até onde vai o quadro atual
Com o calendário eleitoral em marcha, os próximos meses devem manter o cardápio amplo de pré-candidaturas, enquanto partidos, líderes e alianças testam força, rejeição e viabilidade. Só após as desincompatibilizações o jogo começa, de fato, a afunilar.
Até lá, as pesquisas registradas cumprem um papel central: medir terreno, sinalizar riscos e acelerar decisões que ainda estão sendo tomadas longe dos holofotes.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




