Moro sequestrou um jornalista. Veja quem pode ser o próximo

Esta terça-feira (21) ficará marcada na História como “Dia de Luto” da liberdade de expressão no país.

A força-tarefa do juiz Sérgio Moro sequestrou na manhã de hoje o blogueiro Eduardo Guimarães.

Quis o magistrado saber do sequestrado qual sua relação com a fonte, que, segundo Guimarães, teria vazado o espetáculo contra o ex-presidente Lula em março do ano passado.

A PF já sabia quem era o “Garganta Profunda” do Blog da Cidadania.

Nunca é demais lembar que Sérgio Moro foi acusado por Lula de vazar para a Globo conversas de sua família grampeadas ilegalmente. A ideia era barrá-lo no ministério de Dilma e consequentemente garantir o impeachment da presidente eleita.

Ou seja, vazar para a Globo pode. Vazar para blogs não pode.

Eduardo Guimarães teve os equipamentos de trabalho confiscados pelo juiz, que pretende bisbilhotá-lo em busca de novas fontes.

O diabo é que o blogueiro não tem dinheiro para comprar novas máquinas para continuar trabalhando.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), nas redes sociais, classificou a ação de Moro como “sequestro” do blogueiro.

“Ação de Moro que determinou a prisão do blogueiro Eduardo Guimarães é clara violação da Constituição Federal e afronta o Estado Democrático de Direito”, disparou o parlamentar.

Agora, imagina se a moda pega? Quem seria o próximo?

A lista das próximas vítimas de Moro seria relativamente grande: Reinaldo Azevedo, Fernando Morais, Fabio Campana, Joice Hasselmann, Miguel Rosário, Cynara Menezes, Esmael Morais, Ricardo Noblat, Jorge Bastos Moreno, Mario Sabino, Diego Mainardi, José Roberto Toledo, Vera Magalhães, Augusto Nunes, Maurício Lima, Altamiro Borges, Bernardo Mello Franco, Elio Gaspari, Janio Freitas, Paulo Nogueiro, Paulo Moreira Leite, José Simão, Mônica Bergamo, Leonardo Sakamoto, Lauro Jardim, Kennedy Alencar, Renato Rovai, PHA, Mino Carta, Merval Pereira…

Como se vê, caro leitor, não há direita e/ou esquerda quando o assunto é liberdade de expressão; o arbítrio é suprapartidário, portanto.

Abaixo, em vídeo dos “Jornalistas Livres” Eduardo Guimarães explica como foi a condução coercitiva:

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