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Milei voltou de pires vazio após encontro com Trump nos EUA

O presidente da Argentina, Javier Milei, retornou a Buenos Aires sem garantias de ajuda econômica dos Estados Unidos.

“El Loco”, como é conhecido o mandatário argentino, tido como modelo pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo bolsonarismo, foi alvo de uma chantagem explícita de Donald Trump, que condicionou o apoio financeiro à vitória de Milei nas eleições legislativas de 26 de outubro.

“Se ele não vencer, vamos embora”, declarou o presidente americano, segundo fontes da Casa Branca.

O mercado reagiu com pânico: títulos argentinos despencaram 7,4% e ações caíram mais de 9%, refletindo o colapso de confiança no governo libertário.

O encontro na Casa Branca, realizado na segunda-feira (14), deixou evidente que a sobrevivência econômica de Milei depende de Washington.

Trump elogiou o argentino, mas deixou claro que a ajuda financeira está atrelada a compromissos políticos, entre eles, o distanciamento da China e a abertura ao investimento americano.

“Se um socialista vencer, teremos uma postura muito diferente”, advertiu Trump, em tom de ameaça.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou que um revés eleitoral poderia levar os EUA a “repensar” sua política com a Argentina.

Milei chegou à reunião nervoso e hesitante.

Tentou agradecer o “apoio” de Trump e destacou o acordo de swap de US$ 20 bilhões, que segundo ele reforçaria as reservas cambiais.

No entanto, o gesto simbólico se esvaziou com o recado de Washington: sem vitória eleitoral, não haverá resgate.

A desconfiança internacional se intensificou, e analistas em Buenos Aires afirmam que o presidente argentino “respira por aparelhos”.

O banco Morgan Stanley alertou que o dólar pode disparar após o pleito, e investidores veem o país à beira de uma nova moratória.

O episódio expôs a dependência total de Milei em relação a Trump, que tenta usá-lo como vitrine ideológica para consolidar sua própria cruzada conservadora global.

A chantagem de Washington é vista como tentativa de salvar Milei e seu partido La Libertad Avanza do desastre nas urnas.

Nos bastidores diplomáticos, o diagnóstico é unânime: a Argentina que Milei prometeu libertar está hoje quebrada, isolada e à mercê da política externa dos Estados Unidos.

Milei transformou a “liberdade” em submissão.

O neoliberalismo de manual desabou diante da realidade, e o populismo de mercado se revelou tão frágil quanto o peso argentino.

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