Marcelo Ramos é defenestrado da vice da Câmara por ordem de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) determinou que a Câmara destituísse o vice-presidente da Casa, deputado Marcelo Ramos (AM), que trocou recentemente o PL pelo PSD.

Ramos contestou a versão segunda qual sua defenestração teria ocorrido por pressão do PL.

– Pressão do PL, não. Pressão do Presidente da República que deu uma ordem ao Presidente da Câmara por uma live – disse o deputado amazonense.

Marcelo Ramos faz oposição ao presidente Jair Bolsonaro e, no começo deste mês, em São Paulo, participou de evento do Solidariedade em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto.

– Fui eleito pelo voto de 396 deputados e deputadas e destituído por 1 e atendendo a uma ordem do Presidente da República – disse, se referindo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que cumpriu ordem de Bolsonaro.

Aliado de Bolsonaro, Lira já determinou o início da substituição de Ramos para ocupar a vice na Câmara.

Marcelo Ramos politizou a sua destituição, qual seja, ele caiu atirando em Bolsonaro.

– Não ligo pra cargo se o preço for meu silêncio em relação a inflação que está tirando o direito do pobre de comer, de comprar o gás, de pagar a conta de energia – disparou o parlamentar defenestrado.

O ex-vice-presidente da Câmara promete mais chumbo no inquilino do Palácio do Planalto.

– Diferente dos que vendem suas consciências e vendem a democracia por alguns tostões, eu sempre ficarei com os meus ideias. Amanhã irei a Tribuna da Câmara dos Deputados falar ao Brasil – prometeu.

Marcelo Ramos adianta que alguns o chantageavam quando sugeriram o silêncio dele nas críticas a Bolsonaro e na defesa do Amazonas. Segundo o parlamentar, sua retirada da vice-presidência da Câmara foi um gesto ilegal, arbitrário e antidemocrático.

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