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Lula encontra Zelensky e reforça apoio ao diálogo pela paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (24), em Nova York, com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, à margem da 80ª Assembleia Geral da ONU. Lula expressou apoio ao processo de diálogo direto entre as partes iniciado em Istambul, em maio, e às conversas mais recentes realizadas no Alasca e em Washington.

Na conversa, Lula lamentou o sofrimento humano provocado por mais de três anos de guerra e reforçou que não existe saída militar para o conflito. Defendeu maior engajamento da ONU e disse que um entendimento para um cessar-fogo seria o primeiro passo de um processo de negociação mais amplo. O presidente recordou ainda a criação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa conjunta de Brasil e China para estimular a diplomacia.

Zelensky, por sua vez, compartilhou impressões sobre o campo de batalha e relatou contatos recentes com outros líderes internacionais. O ucraniano agradeceu a Lula por “fazer o possível pela paz na Ucrânia” e classificou o encontro como promissor. O chanceler Andrii Sibiha também avaliou a reunião como “muito boa”.

Este foi o segundo encontro oficial entre Lula e Zelensky desde a volta do petista ao Planalto, em 2023. Em tentativas anteriores, ambos acumularam desencontros diplomáticos, como na cúpula do G7 em Hiroshima, mas desta vez o gesto sinaliza uma abertura maior entre os dois governos.

Desde o início do mandato, Lula busca se projetar como mediador internacional, embora tenha enfrentado críticas por evitar atribuir exclusivamente à Rússia a responsabilidade pela invasão. Mais recentemente, porém, o presidente brasileiro admitiu que Moscou cometeu “o erro clássico de invadir o território de outro país”.

O encontro em Nova York não encerra a guerra, mas reposiciona o Brasil como ator relevante na diplomacia pela paz. Se Lula conseguirá transformar discursos em influência prática dependerá da sua habilidade de dialogar tanto com o Ocidente quanto com a Rússia e a China. É um jogo de equilíbrio fino, no qual a aposta brasileira é ser ouvido.

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