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Lula mantém liderança em todos os cenários de 2026, segundo Quaest

A um ano da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira em todos os cenários testados pela Genial/Quaest, divulgados nesta quinta-feira (9).

O petista varia entre 35% e 43% das intenções de voto, consolidando-se como favorito para chegar ao segundo turno em 2026.

Entre os adversários, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível até 2030, ainda é o nome mais competitivo da oposição, com 26%.

Sem Bolsonaro, os principais herdeiros da direita são Michelle Bolsonaro, com 21%, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 18% a 19%, dependendo do cenário analisado.

Segundo o levantamento, Lula cresceu de 32% em julho para 39% em outubro, enquanto Tarcísio oscilou positivamente de 15% para 18%.

Ciro Gomes (PDT) permanece com 12%, Romeu Zema (Novo) tem 4%, e Ronaldo Caiado (União Brasil) aparece com 4%.

Em uma das simulações sem Tarcísio, Lula sobe de 30% para 36%, Michelle vai de 19% para 21% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de 7% para 10%.

Já no cenário sem Tarcísio e sem Michelle, Lula mantém 35%, Eduardo Leite (PSDB) marca 15%, e Ratinho cresce de 7% para 12%, sendo o único que avança de forma consistente.

Quando Ciro Gomes é retirado da disputa, Lula alcança 41%, e a oposição se divide entre Tarcísio (19%) e Eduardo Leite (17%), tecnicamente empatados.

Situação parecida ocorre quando entram Ratinho Júnior e Leite, ambos com desempenho semelhante (20% e 17%).

Nos cenários de segundo turno, o presidente lidera em todas as simulações.

Contra Bolsonaro, Lula venceria por 46% a 36%, ampliando a diferença desde maio, quando estavam empatados.

Frente a Tarcísio, a vantagem sobe de 8 para 12 pontos (45% a 33%).

Com Ratinho Júnior, o petista mantém 44%, enquanto o paranaense recua para 31%.

Diante de Zema, Lula passa de 45% para 47%; o mineiro segue com 32%.

Já contra Caiado, o quadro é estável: 46% a 31%.

Entre as mulheres da direita, Michelle Bolsonaro aparece com 34% em eventual segundo turno, ante 46% de Lula, confirmando seu potencial eleitoral limitado.

Eduardo Leite é o menos competitivo, com 31%, quinze pontos atrás do presidente.

A pesquisa também mediu rejeição e potencial de voto.

Lula tem índices estáveis, equilibrando aprovação e rejeição, enquanto a família Bolsonaro supera 60% de rejeição.

Governadores de direita, como Tarcísio, Ratinho e Zema, enfrentam alta taxa de desconhecimento e rejeição superior ao potencial eleitoral.

Entre os eleitores independentes, Lula mantém o maior potencial de voto (42%).

Bolsonaro é o mais rejeitado (77%), seguido de Eduardo Leite (74%) e Michelle (70%).

O levantamento Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios, entre 2 e 5 de outubro de 2025.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Com os números, o cenário político se consolida: Lula mantém ampla vantagem e a direita segue fragmentada, sem um nome capaz de unificar o campo conservador.

O favoritismo do presidente reflete tanto o recall de sua imagem quanto a dificuldade dos adversários em apresentar um projeto de país alternativo.

Aqui estão os cenários da pesquisa Quaest:

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