O presidente Lula e a ministra Gleisi Hoffmann exaltaram a indicação do filme brasileiro O Agente Secreto ao Oscar 2026, reforçando que o reconhecimento internacional é resultado direto do talento artístico aliado a políticas públicas de cultura. O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações, colocando novamente o cinema nacional no centro do debate global.
Lula vê cinema brasileiro em auge histórico
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o cinema brasileiro vive “um dos melhores momentos de sua história”. O presidente parabenizou a equipe de O Agente Secreto pelas indicações a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator, para Wagner Moura.
Lula também destacou a indicação do diretor de fotografia Adolpho Veloso, pelo filme americano Sonhos de Trem. Para o presidente, o feito simboliza “o reconhecimento da cultura brasileira e da capacidade do país de contar histórias que emocionam o mundo”.
A cerimônia do Oscar está marcada para 15 de março, em Los Angeles.
Gleisi destaca políticas públicas e soberania cultural
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi além do aplauso artístico e politizou o reconhecimento. Em suas redes, afirmou que o sucesso do filme “não cai do céu” e é fruto de decisões de Estado tomadas nos governos Lula e Dilma.
Gleisi ressaltou o papel do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA, na ampliação dos investimentos, na descentralização da produção e no fortalecimento da cadeia do cinema em todo o país. Para ela, quando o Brasil investe em cultura, “brilha em Cannes, no Globo de Ouro, no Oscar e, sobretudo, na vida do povo”.
Marco histórico para o cinema nacional
Com quatro indicações, O Agente Secreto iguala o recorde de Cidade de Deus, indicado em 2004. É apenas a segunda vez que um filme brasileiro concorre a Melhor Filme no Oscar, após Ainda Estou Aqui, que venceu como Melhor Filme Internacional.
O longa de Kleber Mendonça Filho já soma mais de 56 prêmios internacionais e venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama.
Produzido com recursos do FSA e patrocínio da Petrobras, o filme também alcançou sucesso de público no Brasil, superando 1,2 milhão de espectadores e R$ 28 milhões em bilheteria, um feito inédito fora do eixo Sul-Sudeste.
Quando política cultural vira prestígio global
O reconhecimento de O Agente Secreto explicita uma disputa maior. De um lado, a defesa da cultura como política de Estado. De outro, a memória recente de desmontes no setor. Lula e Gleisi transformam o Oscar em vitrine de um projeto de país que entende cinema como desenvolvimento, identidade e soberania.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




