A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou que é pré-candidata ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro. O comunicado foi feito após conversa com o presidente Lula, ao lado do presidente nacional do PT Edinho Silva e do diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri.
Em publicação nas redes, Gleisi afirmou que a decisão reafirma o compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado por Lula. Em 2026, duas cadeiras estarão em disputa no Senado, o que eleva o peso estratégico da candidatura na quadra estadual.
A entrada de Gleisi na corrida consolida o palanque lulista no Paraná. O Planalto avalia que o estado é decisivo para a composição nacional e exige candidatura própria ao Senado, com identidade partidária e capilaridade eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é objetiva. O PT quer apostar em nomes com densidade política e recall eleitoral. Gleisi cumpre esse papel, tanto pela trajetória quanto pela centralidade no governo.
A presença de Enio Verri na conversa sinaliza alinhamento com a agenda energética e de desenvolvimento regional. Já Edinho Silva atua como fiador partidário da estratégia, mirando unidade e disciplina na campanha.
A pré-candidatura de Gleisi ao Senado não é gesto isolado. É peça de uma engrenagem nacional que busca musculatura própria para enfrentar a direita no voto e no discurso. No Paraná, o PT decide jogar com o que tem de mais sólido.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




