Gleisi Hoffmann estreia com até 17% e entra no jogo do Senado pelo Paraná

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), debutou na corrida ao Senado com até 17% das intenções de voto, segundo a primeira pesquisa que mede seu nome para a vaga em 2026 no Paraná. O resultado a coloca no bloco competitivo e à frente de políticos tradicionais do estado, num cenário fragmentado e ainda aberto.

O levantamento é da Futura Inteligência, com entrevistas entre 24 e 27 de janeiro, margem de erro de 3,5 pontos e registros BR-04148/2026 e PR-08318/2026 no TSE.

Na estreia, Gleisi aparece com 16,9% de intenção de votos. É um patamar relevante para um primeiro teste e indica lastro eleitoral imediato, sobretudo entre mulheres, eleitores urbanos e faixas de renda mais baixas, conforme os cruzamentos do estudo.

Ela supera, de saída, nomes como Cristina Graeml (União), Beto Richa (PSDB), Osmar Dias (PDT) e Flávio Arns (PSB), o que reforça a leitura de que o campo progressista tem, hoje, um polo claro para a disputa majoritária no estado.

A pesquisa mostra um jogo pulverizado. Ratinho Junior (PSD) lidera os cenários testados, seguido por Deltan Dallagnol (Novo) e Álvaro Dias (MDB), mas a fila do meio é curta. A distância entre o terceiro colocado e Gleisi é administrável dentro da margem, o que mantém a corrida aberta.

Porém, Dallagnol está inelegível até 2031 e Ratinho jura que não concorrerá ao Senado. O governador paranaense está entre as três opções do PSD para disputar o Planalto, segundo a agremiação dirigida por Gilberto Kassab.

Com índices de indecisão e votos brancos acima de 24%, há espaço para crescimento da ministra. Em disputas ao Senado, esse contingente costuma migrar tardiamente, conforme alianças e clima nacional.

Responsável pela articulação política do governo Lula, Gleisi entra na disputa com visibilidade e capacidade de organizar palanque. Em um Paraná historicamente ligado às lutas democráticas, a estreia acima de 15% sugere que a eleição ao Senado pode nacionalizar o debate e reduzir a vantagem dos nomes conservadores, caso a campanha se polarize.

Nos bastidores, a avaliação é que o desempenho inicial dá combustível para ampliar alianças e consolidar voto de opinião, especialmente se a direita mantiver múltiplas candidaturas.

O debut de Gleisi muda o eixo da corrida. Não é apenas mais um nome. É a primeira medição que confirma competitividade real do PT ao Senado no Paraná em 2026. A partir daqui, a eleição deixa de ser previsível e passa a depender de estratégia, tempo de campanha e do cenário nacional.

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