O deputado estadual Arilson Chiorato oficializou a pré-candidatura a deputado federal e confirmou que tenta trocar a Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) pela Câmara em 2026, num movimento casado com a decisão de Gleisi Hoffmann de disputar o Senado para reforçar a base do presidente Lula no Congresso. O anúncio foi feito em Apucarana, Norte do estado, após reunião de planejamento do mandato, com discurso centrado em governabilidade, bancada forte e “ocupação de espaços estratégicos” em Brasília.
Arilson sai da ALEP mirando Brasília
Deputado estadual no segundo mandato e presidente do PT no Paraná, Arilson Chiorato (PT-PR) comunicou o passo adiante: concorrer a uma das 30 vagas do Paraná na Câmara dos Deputados.
O roteiro político do PT-PR, desta vez, é de “dobradinha” estratégica.
Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais) abriu mão de buscar a reeleição à Câmara para entrar na corrida ao Senado, após pedido direto de Lula, segundo noticiado anteriormente pelo Blog do Esmael.
Com isso, Arilson assume a linha de frente para puxar voto proporcional e ampliar a bancada petista em Brasília, numa articulação conduzida por Gleisi no estado, de acordo com relatos publicados sobre a movimentação.
O plano da Federação Brasil da Esperança no Paraná
O PT paranaense está inserido na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Mas planeja uma frente com PDT, federação PSOL-Rede, PSB e Avante no estado.
Nos bastidores, a federação trabalha com metas ambiciosas de bancada no estado, mirando fatias relevantes na Câmara e no Senado, para sustentar um palanque majoritário alinhado a Lula e ao campo progressista no Paraná.
O grupo, somado ao PDT e PSB, estima eleger um terço das vagas à Câmara e um terço do Senado, qual, uma das três vagas, embora somente duas estarão em jogo em outubro.
A costura tem uma lógica simples: cadeira majoritária garante visibilidade e narrativa, cadeira proporcional garante músculo, voto, relatoria e poder de travar ou destravar agenda.
A biografia política que Arilson coloca na mesa
No anúncio da pré-candidatura, Arilson buscou se apresentar como quadro com trânsito e experiência.
Ele já foi chefe de gabinete de Gleisi no Senado e cita atuação em Brasília e em negociações federais como parte da bagagem para o salto.
Na ALEP, construiu marca ligada à oposição ao governo estadual, com foco em fiscalização e críticas a privatizações e concessões, narrativa que agora tenta levar para o plano federal, segundo sua fala no ato em Apucarana.
Por que isso mexe no cenário de 2026
O PT-PR joga uma partida que não é só eleitoral, é institucional.
Lula quer base estável no Congresso, porque sem bancada, governo vira refém do varejo político.
Gleisi mira o Senado para dar peso ao Paraná na articulação nacional.
Arilson entra na Câmara para tentar ampliar a trincheira do partido no centro do poder, onde se decide orçamento, emendas, comissões e o ritmo de qualquer agenda de reconstrução social.
Se o PT-PR quiser palanque forte, precisa também de bancada forte, e essa é a senha do movimento Gleisi-Arilson: menos vaidade individual, mais engenharia de poder para enfrentar a direita organizada no Congresso.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




