A Austrália amanheceu esta quarta-feira (10) sob uma nova lei que proíbe menores de 16 anos de acessarem redes sociais, demonstrando um choque direto contra o poder das grandes companhias tecnológicas (Big Techs) e a influência digital sobre os jovens. Esta decisão do governo australiano, liderado pelo primeiro-ministro Anthony Albanese (Partido Trabalhista), de banir o acesso às redes sociais para os adolescentes marca uma ruptura inédita no cenário global.
Plataformas como Instagram, TikTok, YouTube e Facebook terão de excluir contas de adolescentes e impedir novos cadastros de jovens abaixo do limite etário, sob a ameaça de multas de até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de 180 milhões de reais). O argumento central é proteger a saúde mental e o bem-estar das crianças, diante da avalanche de conteúdos nocivos e da pressão social que essas plataformas exercem sobre os mais jovens.
No Brasil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o debate ganhou corpo em outro campo: a sala de aula. A Lei nº 15.100, sancionada em janeiro de 2025, proibiu o uso de celulares em escolas públicas e privadas da educação básica. A medida foi reforçada por legislações estaduais, como em São Paulo, onde o veto já mostrou impacto: o uso de celulares caiu 75% em poucos meses. Professores relatam melhora na concentração, estímulo à leitura e até maior sociabilidade entre os estudantes. O Ministério da Educação defende que a restrição busca melhorar a aprendizagem e reduzir a dependência digital.
O contraste entre as duas políticas revela diferentes estratégias de enfrentamento. A Austrália mira diretamente os gigantes da tecnologia, impondo responsabilidade às empresas e retirando das mãos dos adolescentes o acesso às redes. O Brasil, por sua vez, concentra esforços no ambiente escolar, tentando limitar a presença dos dispositivos durante o processo pedagógico. Em ambos os casos, há uma preocupação comum: o impacto da tecnologia sobre a formação de crianças e adolescentes.
Nos bastidores, a medida australiana é vista como um gesto político de afirmação nacional contra o poder das Big Techs. Albanese, primeiro-ministro da nação, declarou que o país “retomará o controle” das mãos das plataformas.
Já no Brasil, a proibição dos celulares reflete uma tentativa de equilibrar inovação e disciplina escolar, sem romper totalmente com o uso da tecnologia, mas regulando sua presença em momentos críticos da aprendizagem.
Ou seja, a Austrália define um cenário exemplar onde as redes sociais que são responsabilizadas por danificar a saúde mental dos jovens australianos são banidas integralmente para todos com menos de 16 anos; enquanto no Brasil, observamos o oposto: os jovens brasileiros levam a culpa pelo uso da tecnologia durante período escolar sob pena disciplinar, exclusivamente no ambiente acadêmico não podem legalmente utilizar seus dispositivos eletrônicos, e ainda estão sujeitos aos danos mentais e físicos das redes sociais no restante de seu dia.
A justificativa para as diferenças na abordagem contra os danos reconhecidos das redes sociais cai nas diferenças culturais entre os países. Enquanto a Austrália assume uma postura radical, que pode inspirar outros países, o Brasil adota uma linha mais gradual, permitindo o uso de tecnologia em contextos pedagógicos controlados.
Críticos apontam que o banimento total das redes sociais pode ser ineficaz, já que adolescentes podem burlar verificações de idade. No Brasil, por outro lado, a resistência inicial dos estudantes foi superada por relatos de maior engajamento em atividades físicas e culturais.
O paralelo entre os dois casos mostra que governos democráticos estão buscando respostas diante da pressão digital sobre a juventude. Seja pela via da proibição das redes sociais ou pela restrição dos celulares em sala de aula, o objetivo é o mesmo: proteger o desenvolvimento das novas gerações em um mundo hiperconectado.
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Futura bacharel apaixonada por esportes, automobilismo, tecnologia e viagens. Adora jogar tênis e explorar novas culturas. Colunista de esporte, cultura e entretenimento. Sob supervisão.
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