Universidades Estaduais retomaram hoje greve contra confisco na previdência por Beto Richa

Publicado em 22 abril, 2015
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ueesOs professores das Universidades Estaduais de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste) e de Maringá (UEM) retomaram a hoje (22) a greve por tempo indeterminado contra as tentativas de confisco da previdência dos servidores promovidas pelo governador Beto Richa (PSDB).

Além delas, os servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também estão convocando manifestação para esta sexta-feira (24) em protesto ao mesmo projeto de confisco. Já os professores da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) realizam assembleias nesta quinta-feira em Guarapuava e Irati, e devem decidir pela retomada da greve.

Com esse quadro, a retomada da paralisação vai se consolidando e deve atingir a maioria, se não todas, as universidades e campi universitários da rede pública estadual de ensino superior.

A primeira tentativa de confisco da previdência dos servidores, em fevereiro, terminou com a invasão da Assembleia Legislativa (Alep). O governo recuou e retirou o projeto da pauta da Alep, proporcionando o fim da greve dos servidores.

Agora, o governador quer aprovar na Alep em regime de urgência o confisco mensal de R$ 140 milhões ao transferir 33 mil aposentados, acima de 73 anos, do tesouro estadual para o fundo previdenciário. Essa manobra possibilitaria ao tucano mais dinheiro para cobrir o rombo aberto no caixa devido à contratação funcionários em cargos comissionados.

Os servidores da rede pública estadual de ensino, representados pela APP-Sindicato, vão se reunir no sábado (25) em Londrina e devem decidir também pela retomada da greve. O Blog do Esmael transmitirá ao vivo, em parceria com a TV 15, a assembleia geral de professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.

Parece que Beto Richa não aprendeu muita coisa com as derrotas políticas que vem sofrendo desde o início deste seu segundo mandato. Se aprendeu, o rombo nas finanças estaduais deve ser maior do que o governo possa suportar, pois os servidores estão unidos e dispostos a derrotar Beto Richa novamente.

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